O coordenador em exercício da Coligação Aliança Patriótica Inclusiva-API “Cabas Garandi”, Baciro Djá, denunciou que circulam rumores de uma tentativa de manipulação de boletins de voto a serem produzidos no país para garantir eleições presidenciais de 23 de novembro de 2025, logo na primeira volta.
“Circulam, no país, rumores de fabricação de boletins e há uma tentativa de manipular os materiais para garantir eleições de um candidato logo na primeira volta das presidenciais”, denunciou, tendo alertado que matemática e sociologicamente será impossível garantir que isso aconteça na Guiné-Bissau.
Segundo Baciro Djá, nem figuras políticas proeminentes que fundaram a democracia na Guiné-Bissau conseguiram fazê-lo, lembrando que o ex-Presidente da República, Kumba Ialá, que tinha um povo com uma grande determinação de mudança política ao seu lado, não o fez em nenhum momento e foi à segunda volta.
“Sempre houve uma segunda volta nas eleições presidenciais na Guiné-Bissau e será desta vez que o país está fragmentado que as eleições serão ganhas logo à primeira por um candidato, não”, insistiu, em declarações aos jornalistas, esta quinta-feira, 18 de setembro de 2025, depois do encontro como ex-Presidente da República, José Mário Vaz, que ao longo da semana tem estado a reunir-se com os líderes de partidos políticos que julgam que ainda é uma figura útil para as consultas políticas.
Em declarações aos jornalistas, Baciro Djá afirmou que essa narrativa de tentar violar o sistema eleitoral do país está fora de questão, tendo em conta o capital político que os dirigentes da API-Cabas Garandi detêm no seu grupo.
“As eleições na Guiné-Bissau são inimanipuláveis, não se pode roubar nada a ninguém. São manuais e o processo de contagem também, portanto estamos tranquilos, porque o sistema eleitoral do país é seguro e dá garantias para não ser violado”, enfatizou o líder da FREPASNA, que agora preside a API-Cabas Garandi, no âmbito de uma coligação eleitoral.
“O histórico eleitoral está claro na Guiné-Bissau quanto a isso. Por exemplo, Domingos Simões Pereira e o seu governo organizaram as eleições e perdeu a favor de Umaro Sissoco Embaló. Sissoco Embaló organizou e o resultado foi a favor do líder do PAIGC. São factos que indicam que o sistema está seguro e é incorruptível. Aliás, não será necessário levantar muita poeira porque nada será inventado nessas eleições”, disse, para de seguida avançar que a coligação que lidera está atenta, firme e determinada a qualquer tentativa de adulterar o sistema em vigor.
Questionado sobre a demora na escolha do candidato da API-Cabas Garandi, Baciro Djá revelou que a demora na escolha de candidato da API CABAZ GARANDI deve-se à avaliação profunda de perfil de um candidato que esteja à altura de derrotar o atual presidente, Umaro Sissoco Embaló, nas próximas eleições gerais, legislativas e presidenciais, de 23 de novembro.

Aos jornalistas, José Mário Vaz realçou o fato de ter recebido Baciro Djá, ex-primeiro-ministro, líder da FREPASNA e agora presidente em exercício da Coligação Aliança Patriótica Inclusiva-API Cabas Garandi neste ciclo de audiências, tendo anunciado que será ele a fechar a primeira etapa e a segunda será de procurar soluções para tirar o país da situação em que se encontra.
Por: Filomeno Sambú





















