DONALD TRUMP AFIRMA QUE O PRESIDENTE VENEZUELANO FOI CAPTURADO APÓS ATAQUE DOS EUA

O Presidente norte‑americano, Donald Trump, afirmou este sábado, 3 de janeiro de 2025, que o homólogo venezuelano, Nicolás Maduro, foi capturado e retirado à força do país após um “ataque em grande escala” conduzido pelas forças dos Estados Unidos.

Na plataforma Truth Social, Trump declarou que Maduro e a sua esposa foram transportados para fora da Venezuela por tropas norte‑americanas, sem revelar o destino.

“A operação foi realizada em conjunto com as autoridades policiais dos Estados Unidos”, escreveu o Presidente, acrescentando que forneceria mais detalhes numa conferência de imprensa marcada para a tarde de sábado (17h00 CEST).

O governo venezuelano, por sua vez, divulgou um comunicado na madrugada de sábado (03.01) rejeitando a “agressão militar” dos Estados Unidos. Segundo a nota oficial, registaram‑se ataques em Caracas e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira.

Diante dos acontecimentos, as autoridades decretaram estado de exceção e apelaram às forças sociais e políticas para “ativarem planos de mobilização”. “A Venezuela rejeita, repudia e denuncia […] a gravíssima agressão militar perpetrada pelos […] Estados Unidos contra o território e a população venezuelanos, em localidades civis e militares de Caracas e dos estados de Miranda, Aragua e La Guaira”, lê‑se no comunicado.

Segundo informações divulgadas pelas autoridades locais, pelo menos sete explosões e o sobrevoo de aeronaves a baixa altitude foram registados por volta das 2h00 em Caracas, tendo sido atingidas infraestruturas civis e militares.

Numa entrevista gravada e transmitida na quinta‑feira (01.01), Maduro acusou os EUA de procurarem uma mudança de regime na Venezuela e de tentarem obter acesso às reservas petrolíferas do país através da atual campanha militar. A administração norte‑americana tem intensificado a pressão sobre Caracas, incluindo operações contra embarcações suspeitas de tráfico de droga, uma alegada ação da Agência Central de Inteligência (CIA) num porto venezuelano e o bloqueio de navios petroleiros sancionados.

Meios de comunicação norte‑americanos noticiaram ainda que Trump teria aprovado operações terrestres contra a Venezuela dias antes das explosões. Segundo a CBS, a ofensiva estava inicialmente prevista para o período do Natal, mas foi adiada devido a outras operações militares dos EUA e a condições meteorológicas adversas.

Por: redação/ fonte DW

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