O Presidente da Serra Leoa e presidente em exercício da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), Julius Maada Bio, afirmou ter reiterado às autoridades militares da Guiné-Bissau a posição dos Chefes de Estado da organização sub-regional, que na sua 68.ª Cimeira exigiram a formação de um governo inclusivo que reflita o espectro político e social da Guiné-Bissau.
O Chefe de Estado serra-leonês fez esta revelação na sua página da rede social Facebook, consultada pela redação do jornal O Democrata. Na publicação, informou que as discussões com o Alto Comando Militar foram construtivas e que reiterou o apelo da Autoridade para uma breve transição liderada por um governo inclusivo.
A missão presidencial da CEDEAO esteve hoje no país e reuniu-se com os membros do Alto Comando Militar, para avaliar o processo de transição em curso, e particularmente o cumprimento das deliberações da 68.ª Cimeira dos Chefes de Estado e de Governo da CEDEAO, realizada a 14 de dezembro de 2025, em Abuja (Nigéria).

A reunião iniciou-se às 13h20 e, após mais de duas horas de intensas discussões, a delegação presidencial da CEDEAO solicitou uma suspensão para concertação interna. Meia hora depois, os trabalhos foram retomados.

Segundo fontes consultadas por O Democrata, o ponto principal de divergência na reunião prende-se com a formação de um governo de inclusão liderado por civis, com uma duração prevista de quatro meses, bem como com a situação do líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira.
Após o encontro com o Alto Comando, a delegação presidencial da CEDEAO deslocou‑se à Segunda Esquadra para visitar o líder do PAIGC e coordenador da Coligação Plataforma Inclusiva Terra Ranka, Domingos Simões Pereira.
A comitiva seguiu depois para a Embaixada da Nigéria, onde visitou o candidato independente Fernando Dias da Costa e outras personalidades políticas que se encontram refugiadas naquela missão diplomática.
Por: Redação






















