Figura de semana: BANDA SUPER MAMA DJOMBO HOMENAGEADA AOS 55 ANOS

A emblemática banda musical guineense, Super Mama Djombo, foi homenageada aos 55 anos, no passado dia 23 de janeiro, num memorável concerto denominado “Tributo a Super Mama Djombo”, realizado em Lisboa (Portugal). 

O concerto contou com a atuação destacada de Manecas Costa, Micas Cabral e Karyna Gomes que reavivaram emoções com clássicos e inesquecíveis temas da banda como “Pamparida” e “Disan na M’Bera”. Nas redes sociais, estes artistas destacaram o contributo desta banda na história da Guiné-Bissau, além de inspirar gerações.

Manecas Costa, por exemplo, disse que o Super Mama Djombo merece esse tributo, por ter transmitido uma qualidade musical.

 “É uma honra participar neste tributo. Viemos de um país onde eles fizeram história e marcaram a nossa geração”, frisou.

BIOGRAFIA

A banda Super Mama Djombo foi formada na década de 1960, em um acampamento de escuteiros. O nome “Mama Djombo” inspirou-se nos combatentes da libertação da Guiné-Bissau. Refere-se a um espírito que se invocava para proteção dos guerrilheiros durante a guerra de libertação colonial. 

Gravaram intensamente em Lisboa na década de 1970. Dissolveram-se nos anos 80, mas retornaram em 2008, gravando Ar Puro e realizaram turnês europeias. Em 1974, um ano depois da independência nacional da Guiné-Bissau, juntou-se ao grupo o politicamente consciente líder da banda, Adriano Atchutchi. Mama Djombo tornou-se imensamente popular no jovem país. Eles tocavam frequentemente em eventos públicos ligados ao presidente Luís Cabral e seus concertos eram transmitidos ao vivo pela rádio.

No início de 1980, a banda lançou o primeiro álbum “Na cambança” e a música “Pamparida”, baseada numa canção infantil, tornou-se um grande sucesso em toda a África Ocidental. O último álbum de originais gravado na Islândia e publicado por Mama Djombo, em 2007, “Ar Puro”, sob a direção de Adriano Ferreira “Atchutchi”, com o alto patrocínio de um casal de professores islandeses.

Em 2012, o Super Mama Djombo fez uma turnê pela Europa aparecendo no Afrikafestival Hertme. A banda incluía vários dos membros originais, o baterista Zé Manel, o guitarrista Miguelinho NSimba, o percussionista Armando Vaz Pereira e Djon Motta, junto com novos membros, como o guitarrista solo Fernando Correia da banda Freaky Sound. A banda rejuvenescida continua a promover a música e a história da Guiné-Bissau.

Por: Epifania Mendonça

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