PRESIDENTE DA LIGA DEFENDE QUE PROTEGER DIREITOS É UMA RESPONSABILIDADE PERMANENTE

O presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos, Bubacar Turé, afirmou esta segunda‑feira, 2 de fevereiro de 2026, que proteger os direitos humanos e a democracia não é uma opção circunstancial, mas sim uma responsabilidade permanente, sobretudo quando o país enfrenta desafios profundos.

“Em momentos de maior incerteza, os direitos humanos tendem a tornar‑se mais vulneráveis e a democracia exige maior vigilância e participação cidadã”, sublinhou.

Bubacar Turé falava na cerimónia de abertura da 12.ª edição da Quinzena dos Direitos, realizada na Casa dos Direitos, em Bissau, sob o lema: “Proteger os direitos humanos e a democracia: promover a cidadania”.

O ativista lembrou que não existe democracia sem cidadãos informados, conscientes e participativos, assim como não existem direitos humanos efetivos sem instituições responsáveis e uma sociedade civil ativa e vigilante.

O defensor dos direitos humanos na Guiné-Bissau assegurou que, num país marcado por instituições frágeis e práticas democráticas deficitárias, o fortalecimento das organizações da sociedade civil e do espaço cívico constitui um pilar fundamental para a defesa dos direitos humanos, para a promoção de uma cidadania ativa e para a consolidação de uma democracia mais inclusiva, transparente e resiliente.

Por sua vez, o embaixador de Portugal na Guiné-Bissau, Miguel Cruz Silvestre, destacou que Portugal está ligado à Casa dos Direitos desde a primeira hora e, enquanto parceiro fundador, tem trabalhado sempre em prol do diálogo, da dignidade humana e da justiça, para afirmação dos direitos humanos no país.

Informou ainda que, ao longo dos anos, através do Instituto Camões – Cooperação e da Língua, Portugal tem apoiado o reforço institucional, porque “acreditamos firmemente que uma sociedade civil forte é condição essencial para qualquer democracia”.

Já o embaixador da União Europeia, Federico Bianchi, sublinhou que a Guiné-Bissau atravessa há décadas um contexto político complexo, marcado por crises recorrentes, instabilidade governamental e dificuldades na consolidação das instituições democráticas.

Acrescentou que essa realidade não pode servir de justificação para relativizar os direitos humanos, sobretudo em contextos de fragilidade política, nos quais a proteção dos direitos fundamentais se torna ainda mais urgente.

Por: Aguinaldo Ampa

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