Depois da audição: ADVOGADOS DIZEM QUE TRIBUNAL MILITAR DESCONHECE ORDEM DE PRISÃO DOMICILIÁRIA CONTRA DOMINGOS SIMÕES PEREIRA 

O porta-voz do Coletivo de Advogados de Defesa de Domingos Simões Pereira, Mário Lino Pereira da Veiga, revelou à imprensa que o seu cliente foi ouvido apenas na qualidade de declarante no âmbito do processo relacionado com a tentativa de golpe de Estado de 25 de outubro de 2025.

Segundo o advogado, o Tribunal Militar Superior terá informado a defesa de que a decisão de aplicação da prisão domiciliária a Domingos Simões Pereira não partiu daquela instância judicial.

“Não há nada que configure suspeita contra a figura de Domingos Simões Pereira. Nenhum processo foi instaurado contra ele. Foi, repito, ouvido como declarante, não como suspeito nem como testemunha”, sublinhou.

O líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, foi ouvido pela promotoria da Justiça Militar esta sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026, na presença dos seus advogados e com forte dispositivo de segurança.

Mário Lino Pereira da Veiga esclareceu ainda que a audição não teve como objetivo apurar qualquer envolvimento do líder do PAIGC em processos judiciais, mas apenas recolher informações sobre o que eventualmente sabe — ou não — relativamente ao caso específico da tentativa de golpe de Estado.

Questionado sobre a possibilidade de Domingos Simões Pereira voltar a ser chamado ao Tribunal Militar Superior para nova audição, o advogado afirmou que “dificilmente isso irá acontecer, uma vez que não é suspeito nem visado em qualquer processo”.

“O nosso cliente disse ao Tribunal aquilo que todos esperaríamos: que não tem conhecimento de nada sobre a tentativa de golpe de Estado de 25 de outubro de 2025. Reiteramos que não existe qualquer processo contra Domingos Simões Pereira”, afirmou.

Relativamente à prisão domiciliária decretada contra o líder do PAIGC, o advogado reiterou que o Tribunal Militar Superior garantiu à defesa que a decisão não foi emanada daquela jurisdição militar.

Por: Redação

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