A Confederação Nacional da Juventude Islâmica da Guiné-Bissau procedeu à distribuição de cestas básicas aos fiéis muçulmanos da Mesquita Central do Bairro Militar.
O ato central teve lugar esta quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026, e foi presidido pelo presidente do Instituto Nacional da Juventude (INJ), Ussumane Sadjo, na presença do representante da mesquita.
A ação enquadra-se no projeto de apoio à quebra do jejum, lançado pela Confederação Nacional da Juventude Islâmica da Guiné-Bissau há sete anos.
A iniciativa deverá decorrer durante um mês, graças ao apoio financeiro recebido dos Emirados Árabes Unidos.
Após a formalização do ato, o presidente da Confederação Nacional da Juventude Islâmica da Guiné-Bissau, Hamza Abdel Cader Seide, apelou aos fiéis para que estendam a mão ao próximo e aos mais necessitados durante este mês sagrado de jejum.
Hamza Abdel Cader Seide sublinhou ainda que o mais importante neste momento é a promoção de uma convivência sã entre os guineenses e a partilha solidária do pouco que cada um possui com quem mais precisa.
“Oferecemos cestas básicas aos fiéis muçulmanos do Bairro Militar. É apenas um começo. Nos próximos dias, o mesmo gesto será estendido a outros bairros e às regiões do país. Esperamos que o pouco que distribuímos aos nossos irmãos possa ajudar de alguma forma. Pode não ser suficiente, mas contribui para suprir algumas necessidades”, afirmou.
Segundo o responsável, durante este período de jejum, a organização garante diariamente alimentação a cerca de quinhentas pessoas, não apenas ao nível das mesquitas, mas também em escolas, universidades e nas ruas de Bissau.
“Enquanto jovens, devemos criar projetos e mobilizar recursos para apoiar os nossos irmãos. Não podemos depender exclusivamente do Estado. Estamos em contacto direto com a realidade e sabemos o que o povo sente na pele. As nossas ações não se limitam apenas aos muçulmanos; trabalhamos para toda a sociedade, muçulmana e não muçulmana”, frisou.
De forma global, a organização espera alcançar cerca de 15.000 pessoas ao longo dos 29 dias de jejum em Bissau. Por essa razão, Hamza Abdel Cader Seide reforçou o apelo aos muçulmanos para que façam escolhas acertadas e apoiem os mais necessitados, “sem exceção”.
O presidente da Confederação Nacional da Juventude Islâmica da Guiné-Bissau, que desenvolve estas ações há sete anos, defendeu ainda a necessidade de lançar mais iniciativas juvenis que reforcem o papel da juventude no processo de desenvolvimento da Guiné-Bissau.
Por: Filomeno Sambú





















