O Governo de Transição lançou esta quinta‑feira, 26 de março de 2026, o Projeto de Rastreio de Saúde Ocular Infantil, no âmbito do Projeto EYECA, financiado pelo Banco Islâmico de Desenvolvimento.
A implementação da iniciativa resulta de um esforço conjunto entre os Ministérios da Saúde Pública e da Educação Nacional, Ensino Superior e Investigação Científica, com o apoio e colaboração da organização Direct Aid.
O projeto visa fortalecer os cuidados de saúde ocular infantil nas escolas. Está previsto o rastreio de cerca de cinquenta mil crianças no Setor Autónomo de Bissau.
O EYECA contempla ainda a distribuição gratuita de óculos a todas as crianças diagnosticadas com problemas de visão, bem como a oferta de medicamentos necessários aos tratamentos oculares. Estão igualmente previstas cirurgias para menores que apresentem patologias mais graves.
A iniciativa tem como objetivo principal realizar o rastreio da saúde ocular de crianças do ensino básico, entre os 7 e os 14 anos, no Setor Autónomo de Bissau, contribuindo para a deteção precoce de problemas visuais e para a promoção da saúde ocular e do sucesso escolar.
No seu discurso, o ministro da Saúde Pública, Quinhin Nantote, reconheceu que, apesar de a saúde ocular ser frequentemente negligenciada, ela tem impacto direto no desenvolvimento cognitivo, no desempenho escolar e na qualidade de vida das crianças.
“Os problemas visuais, quando não diagnosticados, podem comprometer seriamente a aprendizagem, contribuir para o insucesso e, em muitos casos, para o abandono escolar precoce”, alertou.
O governante destacou ainda que este momento representa um marco importante no compromisso coletivo com a promoção da saúde e do bem‑estar das crianças, que constituem o futuro da nação guineense.

O ministro defendeu que investir na saúde ocular infantil significa investir no capital humano, na educação de qualidade e no desenvolvimento sustentável do país.
“Cada criança que passa a ver melhor, aprende melhor, vive melhor e contribui melhor para a sociedade”, reforçou.
Em nome dos diretores das escolas do SAB, Alajde Isuf Fati afirmou que o apoio à iniciativa é total e incondicional. Sublinhou que o projeto não só promove cuidados essenciais, como também garante que as crianças tenham condições adequadas para aprender com clareza e “interpretar o mundo que nos rodeia”.
Por: Carolina Djemé





















