O Movimento Cívico Revolucionário “Pó di Terra” exigiu que seja feita justiça pela morte do seu ex-secretário-geral, Vigário Luís Balanta, e alertou que o silêncio de um líder não significa o fim da organização.
“O Movimento Pó di Terra vem informar ao povo da Guiné-Bissau e ao mundo que o nosso Secretário-Geral, Vigário Luís Balanta, foi covardemente assassinado. Ele não morreu por doença nem por acidente. Foi morto por este regime porque tinha coragem de dizer ‘não’ às injustiças que o nosso povo sofre todos os dias”, lê-se na nota consultada por O Democrata.
Para o Movimento, o crime demonstra que os cidadãos vivem “num sistema de terror”, afirmando que “o regime de Sissoco não quer diálogo, quer silêncio; não quer paz, quer medo”.
Segundo a organização, matar um líder que defendia a vontade popular “é um dos atos mais baixos que um regime pode cometer”.
“Aos que deram a ordem e aos que dispararam, fica claro que podem matar um homem, mas não conseguem matar uma ideia. O Movimento Pó di Terra não vai recuar. O sangue do nosso Secretário-Geral dá mais força à nossa luta”, acrescenta o comunicado.
Em reação à morte de Vigário Balanta, num documento distribuído à imprensa esta quarta-feira, 1 de abril, a organização reforça que “o silêncio de um líder não significa o fim da nossa voz”.
“Exigimos justiça, embora saibamos que quem deveria investigar é quem manda matar. Mas a história não esquece. O mundo está a ver. O medo não vai vencer a nossa vontade de sermos livres”, afirma o movimento.
O Movimento Cívico Revolucionário “Pó di Terra” sublinha que o povo da Guiné-Bissau não pode aceitar que o país seja transformado num lugar onde “quem pensa diferente é eliminado”.
“Hoje foi o Vigário, amanhã pode ser qualquer um de nós. Que fique claro que esta luta apenas está a começar”, alerta.
Segundo o Movimento, “o sangue derramado do nosso Secretário-Geral serve agora de força para a nossa coragem”.
A organização afirma ainda que não dará nenhum passo atrás até que a justiça seja feita e o povo esteja “verdadeiramente livre”.
“Não vamos parar, não vamos descansar e não nos vamos esconder até que a justiça seja feita e o nosso povo seja verdadeiramente livre”, reforça.
“Tentaram enterrar um homem, mas esqueceram-se de que ele era uma semente. Agora somos milhares a carregar a sua bandeira. Se achavam que o medo nos ia paralisar, enganaram-se: a nossa vontade de mudar a Guiné-Bissau é maior do que qualquer ameaça”, conclui o comunicado.
Por: Filomeno Sambú





















