NOVO FURO DE ÁGUA BENEFICIA 73 MIL PESSOAS E EAGB PROJETA REDUÇÃO DE SUAS TARIFAS 

O diretor‑geral da EAGB (Empresa de Eletricidade e Águas da Guiné‑Bissau) Carlos Alberto Handem, anunciou que o próximo objetivo da instituição é baixar os preços dos contratos de energia e água, tornando os serviços mais acessíveis a todas as famílias guineenses.

Carlos Alberto Handem falava na tarde desta quinta‑feira, 9 de abril de 2026, durante a cerimónia de inauguração de um furo de água em Antula PIME, nos arredores da capital Bissau. O responsável destacou que a EAGB está a trabalhar para aproximar os seus serviços da população.

O furo agora inaugurado possui capacidade para armazenar 350 metros cúbicos de água e irá abastecer não só Antula, mas também bairros vizinhos, beneficiando cerca de 73.949 habitantes.

Handem informou ainda que, na mesma dinâmica de expansão, as agências de Safim e de Bôr passarão a funcionar em instalações próprias da EAGB, eliminando custos com o pagamento de rendas.

Segundo o diretor‑geral, a EAGB não pretende apenas levar água e energia às residências, mas também alimentar a indústria nacional. Para ele, investir na indústria é criar emprego, transformar matérias‑primas e impulsionar o crescimento económico do país.

“Quando assumi a direção da EAGB, encontrei vários projetos parados. A retoma dos furos de Safim, Bôr e Antula demonstra que, com trabalho, determinação e boas parcerias, a EAGB voltou a fazer acontecer”, afirmou.

Handem explicou ainda que está em curso um estudo para a criação de uma rede de média tensão destinada a abastecer os grandes clientes na zona de Blola, nomeadamente as fábricas de cimento, de sabão, de processamento de castanha de caju e outras empresas, tanto em Bissau como no interior do país.

“Com estas empresas, a EAGB poderá faturar até 1,9 mil milhões de francos CFA, dos quais 195 milhões serão destinados ao Estado em taxas e impostos”, garantiu.

Ele comprometeu‑se também a melhorar as condições de trabalho e garantir um salário digno aos funcionários da EAGB, sobretudo aos que percorrem longas distâncias e enfrentam condições difíceis, como as chuvas. Handem afirmou acreditar que uma empresa só é forte quando os seus trabalhadores são bem formados.

Por sua vez, o primeiro‑ministro Ilídio Vieira Té destacou que a água potável não é um luxo, mas sim vida, saúde, proteção para as crianças, dignidade e bem‑estar para as famílias. Acrescentou que o acesso à água potável representa um alívio para as mulheres que, durante anos, carregaram o peso de buscar água em condições muito difíceis.

Segundo o primeiro‑ministro, quando a população tem acesso à água potável, ganham a saúde pública, a economia doméstica e a autoridade do Estado, e as comunidades deixam de se sentir abandonadas.

“Estamos perante uma linha de ação da política pública, uma escolha clara do governo de investir em setores que impactam diretamente a vida das populações e devolver ao povo guineense serviços essenciais que, durante demasiado tempo, foram insuficientes ou precários”, afirmou.

Defendeu ainda que o Estado deve voltar a servir o povo, pois “servir significa levar água, energia, ordem, segurança, escola, saúde e esperança às comunidades”.

Por: Natcha Mário M’bundé

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