O Ministério Público (MP) decidiu reabrir o processo relacionado ao fretamento de um avião destinado ao transporte, de ida e volta, da seleção nacional de futebol de São Tomé e Príncipe, após a identificação de novos factos relevantes.
O inquérito inicial, referente ao processo n.º 14/GLCCDE/2024, tinha sido arquivado definitivamente. No entanto, segundo o MP, novas informações resultantes de diligências efetuadas pela Polícia Judiciária, através da INTERPOL, justificam a reabertura do caso.
De acordo com uma nota divulgada pelo órgão responsável pela ação penal, o processo, que decorre no Gabinete de Luta contra a Corrupção e Delitos Económicos, envolve altos dirigentes da Federação de Futebol da Guiné-Bissau como suspeitos.
“Em decorrência das diligências realizadas pela Polícia Judiciária, no dia 01 de abril de 2026, foi reaberto o processo n.º 14/GLCCDE/2024, que corria termos no Gabinete de Luta contra a Corrupção e Delitos Económicos, no qual são suspeitos altos dirigentes da Federação de Futebol da Guiné-Bissau”, refere a nota. O MP acrescenta que pretende assegurar o respeito pelos princípios de transparência e pelo estrito dever de informação.
No centro da investigação estão dirigentes da Federação de Futebol da Guiné-Bissau que, em 2023, não utilizaram o montante de cento e oitenta e três milhões e trezentos mil francos CFA (183.300.000 FCFA), disponibilizados pelo Governo para o fretamento do avião destinado ao transporte da seleção de São Tomé e Príncipe à Guiné‑Bissau. O jogo foi realizado em Bissau, no dia 14 de junho de 2023, no âmbito da fase de qualificação para o Campeonato Africano das Nações (CAN 2023), que viria a ser disputado entre janeiro e fevereiro de 2024, na Côte d’Ivoire.
Segundo o MP, os factos em investigação podem configurar, em abstrato, crimes de administração danosa e falsificação de documentos.
O documento conclui afirmando que o inquérito agora reaberto prossegue sob responsabilidade do Gabinete de Luta contra a Corrupção e Delitos Económicos, encontrando‑se o processo sujeito a segredo de justiça.
Por: Filomeno Sambú





















