FWBW QUER REFORÇAR PARTICIPAÇÃO FEMININA NA CADEIA DE VALOR DE CASTANHA DE CAJÚ

A Fundação For Women by Women (FWBW), através da iniciativa “Ela Ergue-se”, e em parceria com a WEECAP, promoveu um encontro dedicado às oportunidades económicas na cadeia de valor do caju, com foco na inclusão e no empoderamento das mulheres.

O programa prevê atividades até ao dia 29 do corrente mês. Durante as sessões, serão abordados temas como liderança feminina, capacitação económica, empreendedorismo, competências digitais e o papel da mulher na cadeia de valor da castanha de caju.

A responsável pelo pilar de saúde e bem‑estar da fundação, Elise Bidault, afirmou que a prioridade da organização é garantir que as mulheres reconheçam as oportunidades existentes no setor do caju e consigam transformá‑las em benefícios económicos.

Bidault falava hoje, sexta‑feira, 10 de abril de 2026, à imprensa, à margem da sessão de lançamento do programa SHE RISES – Ela Ergue‑se, desenvolvido em parceria com a WEECAP.

A responsável destacou ainda que a fundação se dedica à promoção da educação prática, ao desenvolvimento de competências e à criação de oportunidades para mulheres e jovens na Guiné‑Bissau.

Ela acrescentou que a fundação prevê trabalhar com cerca de 80 mulheres no setor da transformação do caju, com o objetivo de aumentar os rendimentos económicos das beneficiárias. Segundo explicou, a organização atua em colaboração com associações de mulheres envolvidas na transformação da castanha e também com mulheres que desenvolvem atividades económicas individuais.

O consultor de ligação da cadeia de suprimentos e desenvolvimento de negócios da WEECAP na Guiné‑Bissau, Mário Alfredo Mendonça, afirmou que o projeto visa impulsionar o empoderamento económico das mulheres na transformação do caju.

Segundo Mendonça, o projeto pretende atingir até 70% de participação feminina e criar mais de 300 empregos, dos quais 70 destinados diretamente a mulheres. Acrescentou que está prevista a criação de emprego estável para 70 mulheres, no quadro de uma estratégia de inclusão social e de implementação do consórcio, com o objetivo de reforçar o empoderamento feminino.

O consultor considerou positiva a adesão das mulheres guineenses ao projeto, sublinhando que a iniciativa tem como meta aumentar os rendimentos económicos das beneficiárias. Destacou ainda que, no setor do caju, os homens continuam a deter maior poder económico, razão pela qual o projeto aposta na transformação como forma de ampliar os ganhos das mulheres.

Mendonça explicou também que a WEECAP não possui sede fixa na Guiné‑Bissau, mas trabalha em coordenação com o Governo e parceiros internacionais através de plataformas digitais e missões externas.

O consultor lembrou que o projeto teve início na sub‑região, entre a Guiné‑Bissau e a Costa do Marfim, tendo sido implementado no país no final de dezembro de 2025.

Por: Jacimira Segunda Sia

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