O Diretor-Geral do Centro de Formalização de Empresas (CFE), Umaro Baldé, afirmou esta sexta-feira, 17 de abril de 2026, que a instituição registou, no primeiro trimestre do ano em curso, um crescimento positivo na criação de empresas, tanto em relação ao trimestre anterior como em comparação com o período homólogo, evidenciando uma expansão consistente da formalização empresarial na Guiné-Bissau.
Umaro Baldé falava aos jornalistas durante a apresentação do relatório trimestral de 2026, realizada nas instalações do CFE, em Bissau. Segundo o responsável, no primeiro trimestre foram registadas 206 empresas, contra 146 no mesmo período do ano passado. Apesar do aumento absoluto, sublinhou que o número de encerramentos de empresas continua residual, não representando um risco estrutural para a estabilidade do sistema empresarial.
“Neste primeiro trimestre foram registadas 140 empresas nacionais, 39 de capital estrangeiro e 27 de capital misto. Em termos de género, 157 empresas pertencem a promotores masculinos, 27 a promotores femininos e 22 resultam de iniciativas conjuntas entre homens e mulheres. Os homens continuam a liderar em número absoluto, mas as mulheres apresentam um crescimento estrutural positivo”, destacou.
O Diretor-Geral acrescentou que os dados do primeiro trimestre de 2026 confirmam uma aceleração do processo de formalização económica, com crescimento sustentado na criação de empresas e forte dinamismo do empreendedorismo nacional. No que se refere ao investimento, registou-se igualmente um aumento significativo das parcerias de capital misto, sinalizando uma maior integração entre investidores nacionais e internacionais.
Relativamente à distribuição regional, o Setor Autónomo de Bissau lidera com o registo de 177 empresas, consolidando-se como o principal centro económico do país. Segundo Umaro Baldé, este desempenho demonstra um elevado nível de atividade económica, mas evidencia também uma forte centralização, com potenciais impactos negativos no equilíbrio territorial.
Fora da capital, a região de Biombo destaca-se pelo seu dinamismo, com o registo de 13 empresas. Cacheu apresenta sinais de recuperação, com cinco empresas formalizadas, enquanto as regiões de Oio e Gabú contabilizam quatro empresas cada, refletindo alguma instabilidade na dinâmica empresarial. Bafatá registou duas empresas, mantendo um crescimento moderado.
Por outro lado, a região de Quinara apresenta fraca atividade e elevada volatilidade, enquanto Tombali e Bolama/Bijagós não registaram qualquer criação de empresas no período em análise, refletindo uma situação crítica de ausência de atividade económica formal.
Por: Aguinaldo Ampa





















