‎HUGO MONTEIRO ALERTA PARA FRACA PREPARAÇÃO ACADÉMICA DE JOVENS NA GUINÉ-BISSAU

O presidente honorário do Grupo de Reflexão Transnacional sobre o pensamento de Carlos Lopes, Hugo Monteiro, afirmou que a Guiné-Bissau apresenta um nível muito baixo de preparação de jovens e crianças à entrada no sistema educativo.

Segundo Hugo Monteiro, a situação é igualmente preocupante no ensino pré‑primário, sublinhando que, em comparação com crianças e jovens do Senegal e da Gâmbia, a Guiné-Bissau se encontra em desvantagem, tanto no plano académico como no domínio das línguas.

O responsável falava esta quarta‑feira, 22 de abril de 2026, durante a cerimónia de lançamento da Jornada Académica Internacional “África, Liderança e Governação Global”, realizada nas instalações da Universidade Católica da Guiné-Bissau (UCG).

O evento, enquadrado na promoção do pensamento crítico nas áreas da ciência, da cultura e do desenvolvimento nacional, reuniu estudantes, docentes, investigadores e convidados especiais, num espaço de diálogo, debate e partilha de conhecimentos.

A iniciativa resulta de um esforço de quadros guineenses com o objetivo de fomentar debates académicos e incentivar a reflexão crítica sobre questões centrais do continente africano.

Durante as sessões da jornada serão debatidos temas como o papel de África no contexto internacional, a reforma do sistema das Nações Unidas e a quebra do contrato social nas sociedades contemporâneas.

Hugo Monteiro salientou que a falta de preparação académica gera consequências visíveis, como dificuldades na explicação de ideias, na argumentação de teses e na defesa de posicionamentos fundamentados.

Defendeu, por isso, a necessidade de reforçar essa componente educativa, não apenas ao nível da competição interna, mas também tendo em vista a competitividade internacional.

Nesse sentido, apelou aos guineenses e às famílias para que invistam seriamente na educação dos filhos, com especial atenção ao ensino e ao uso da língua portuguesa, recomendando que esta seja falada com maior frequência no ambiente familiar.

Por fim, Hugo Monteiro manifestou a expectativa de que o encontro sirva como um verdadeiro espaço de partilha de conhecimentos em diversas áreas, afastando‑se de debates centrados em questões partidárias ou futebolísticas, e valorizando a ciência, o saber e a reflexão sobre temas capazes de unir os guineenses.

Por: Carolina Djemé

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