O primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Ilídio Vieira Té, garantiu que o seu governo está empenhado na criação das condições necessárias para a realização das eleições gerais, em conformidade com o calendário eleitoral estabelecido.
Ilídio Vieira Té prestou estas declarações na quinta-feira, 23 de abril de 2026, em Conacri, capital da República da Guiné, durante uma conferência de imprensa na qual abordou igualmente o processo de transição política em curso na Guiné-Bissau.
O chefe do Governo guineense encontra-se à frente de uma delegação ministerial numa visita oficial de 72 horas a Conacri, que termina esta sexta-feira. A comitiva integra o ministro dos Recursos Naturais, Júlio Mamadu Baldé, o ministro da Energia, Mário Muzante, a ministra da Cultura, Juventude e Desportos, Juelma Cubala, e o conselheiro especial do primeiro-ministro, Fideles Forbes.
Após a interrupção do processo eleitoral, em 23 de novembro de 2025, na sequência do golpe militar liderado pelo major-general Horta Inta-A, a Guiné-Bissau enfrenta fortes pressões internas e internacionais para um rápido regresso à ordem constitucional.
As autoridades de transição fixaram o dia 6 de dezembro de 2026 como data para a realização das eleições gerais.
“Houve uma mudança de regime na Guiné-Bissau e, neste momento, estamos num período de transição. Conforme estipulado na Carta do Conselho Nacional de Transição, realizaremos eleições no final do ano, a 6 de dezembro de 2026”, afirmou o primeiro-ministro.
Ilídio Vieira Té assegurou ainda que se trata de uma transição curta, com a duração de apenas um ano.
“Vamos realizar eleições em breve. Que vença o melhor candidato”, declarou.
O chefe do Executivo explicou igualmente que as autoridades guineenses estão a trabalhar ativamente com as instituições eleitorais competentes para garantir o cumprimento rigoroso do cronograma eleitoral.
“Em breve, realizaremos eleições na Guiné-Bissau, assim como na Guiné, que prevê eleições legislativas e autárquicas em maio. Esta será a transição mais curta”, reforçou.
A visita ficou ainda marcada pela reafirmação do compromisso das autoridades da Guiné-Bissau e da República da Guiné em reforçar a cooperação bilateral em vários domínios de interesse comum.
Por: Redação
O Democrata / Africaguine

















