O Mali viveu, na manhã deste sábado, 25 de abril de 2026, momentos de forte tensão após ataques coordenados contra várias posições militares em Bamako e noutras localidades do país. A informação foi confirmada pelo Estado-Maior-General das Forças Armadas Malianas, que alertou para a ação de grupos armados terroristas ainda não identificados.
Segundo um comunicado divulgado este sábado, os ataques tiveram como alvo pontos estratégicos e quartéis militares, levando à mobilização imediata das forças de defesa e segurança. Combates foram registados em diferentes frentes, com o Exército a garantir que respondeu prontamente às ofensivas.
As autoridades militares afirmam que várias tentativas de ataque foram neutralizadas graças ao profissionalismo e à rápida intervenção das Forças Armadas Malianas (FAMa). De acordo com a mesma fonte, vários agressores teriam sido abatidos e equipamentos utilizados pelos grupos armados destruídos durante as operações.
Apesar de confrontos ainda estarem em curso em algumas zonas, o Estado-Maior assegura que a situação se encontra sob controlo. Operações de varredura e de segurança continuam no terreno com o objetivo de estabilizar completamente as áreas afetadas e impedir novas investidas.
Face à difusão de informações nas redes sociais, muitas vezes não confirmadas, o Exército apelou à população para manter a calma, agir com discernimento e evitar a partilha de conteúdos suscetíveis de gerar pânico ou servir de propaganda a grupos terroristas. As autoridades reiteram que apenas os canais oficiais devem ser considerados fontes fiáveis de informação.
Entretanto, a comunidade internacional reagiu aos acontecimentos. Os Estados Unidos da América condenaram firmemente os ataques terroristas ocorridos no Mali, manifestando solidariedade para com as vítimas, as suas famílias e o povo maliano.
Num comunicado oficial, Washington apresentou condolências às pessoas afetadas e reafirmou o seu apoio às autoridades malianas na luta contra o terrorismo. A administração norte-americana sublinhou ainda o seu compromisso em apoiar os esforços de promoção da paz, da estabilidade e da segurança no Mali e em toda a região do Sahel.
O Estado-Maior-General das Forças Armadas indicou que continuará a informar a opinião pública à medida que a situação evoluir, reforçando que a vigilância permanece elevada perante a persistente ameaça de grupos armados terroristas no país.
A situação ocorre num contexto marcado pela governação militar em vigor desde agosto de 2021, após a tomada do poder pelas Forças Armadas, que conduzem um regime de transição centrado nas questões de segurança e soberania nacional. O Mali integra atualmente a Aliança dos Estados do Sahel (AES), ao lado do Burkina Faso e do Níger, bloco político‑militar criado para reforçar a cooperação regional face à ameaça jihadista e à redefinição das parcerias estratégicas no espaço saheliano.
Por: redação
O Democrata / Maliweb
















