O diretor-geral da Inclusão e Solidariedade Social, Carlos Tipote, afirmou que a atual conjuntura internacional está a ter impactos diretos na economia nacional, nos meios de vida das populações e na capacidade de resposta das instituições públicas.
Carlos Tipote fez esta afirmação na quarta-feira, 13 de maio de 2026, na abertura do Diálogo Estratégico de Alto Nível sobre os Impactos da Crise Global e o Reforço da Resiliência Nacional da Guiné-Bissau, uma iniciativa liderada pelo Governo guineense, em parceria com as Nações Unidas e parceiros de desenvolvimento.
O encontro, que decorre entre os dias 13 e 15 deste mês, em Bissau, analisa os impactos da guerra no Médio Oriente sobre os preços dos combustíveis, o custo de vida, a segurança alimentar e a resiliência económica do país, bem como possíveis soluções para proteger as populações mais vulneráveis.
Na sua intervenção, Carlos Tipote destacou que o diálogo pretende transformar preocupações em ações coordenadas, reforçando a articulação entre o Governo, os parceiros e os diferentes atores nacionais.
De acordo com o responsável, já foram identificadas áreas estratégicas prioritárias, nomeadamente nos domínios da energia renovável, agricultura resiliente, proteção social, governação e mobilização de recursos.
“O diálogo visa transformar preocupação em ação coordenada, promovendo uma articulação eficaz entre o Governo, os parceiros e os diferentes atores nacionais, em torno de prioridades claras, recomendações concretas e soluções sustentáveis para o país”, afirmou.
Tipote acrescentou que a reunião preparatória permitiu estabelecer uma base analítica comum e produzir um documento de trabalho estruturado em torno de três dimensões essenciais, abrangendo setores produtivos e não produtivos, e promovendo oportunidades de financiamento.
“Esperamos que este diálogo decorra num ambiente construtivo, pragmático e orientado para resultados, permitindo a elaboração de recomendações exequíveis e mecanismos eficazes de seguimento”, sublinhou, manifestando ainda a expectativa de que, após a aprovação do documento, os parceiros de desenvolvimento respondam positivamente às preocupações do país.
O diálogo estratégico, que reúne técnicos de diferentes ministérios, tem como objetivo reforçar a boa governação, a transparência, a responsabilidade e a proteção social, contribuindo para uma maior confiança e estabilidade nacional.
Por: Jacimira Segunda Sia
















