O primeiro-ministro do governo de transição, Ilídio Vieira Té, reconheceu que o país enfrenta uma carência de infraestruturas escolares e anunciou que o executivo está determinado a implementar melhorias para garantir um ensino de qualidade e inclusivo na Guiné-Bissau.
No âmbito das novas iniciativas em curso no setor, Ilídio Vieira Té afirmou que, neste momento, estão disponíveis 18 mil carteiras, que serão distribuídas às escolas públicas com necessidades mais urgentes.
O chefe do Governo falava esta quinta-feira, 14 de maio de 2026, na abertura da primeira Conferência Nacional sobre Educação, cujo lema é: “Por uma educação de qualidade, inclusiva e participativa”.
Ilídio Vieira Té admitiu que acomodar dois a três alunos numa mesma carteira dificulta o processo de aprendizagem. Nesse sentido, o Governo decidiu adquirir novas carteiras para garantir melhores condições nas salas de aula.
Segundo o governante, o próximo passo será resolver os problemas estruturais das infraestruturas escolares.
“O Governo quer estabelecer uma relação direta com os alunos. Estamos abertos para receber as suas preocupações”, afirmou, dirigindo-se aos estudantes envolvidos na iniciativa.
Neste contexto, defendeu que o desenvolvimento do país depende de um ensino e de um sistema de saúde de qualidade.
“Os professores são soldados da primeira hora. Sem esta classe, não existe nação nem formação de cidadãos sábios, competentes e experientes. Portanto, quero render uma justa homenagem aos professores que, apesar das dificuldades, continuam a trabalhar pelo desenvolvimento do país”, destacou.
“As 18 mil carteiras estão armazenadas em Safim, no armazém do Ministério das Finanças. Posteriormente, será feita a entrega oficial ao Ministro da Educação, que ficará responsável pela distribuição, de acordo com os critérios estabelecidos pelo ministério”, acrescentou.
Por seu lado, o Ministro da Educação Nacional, Ensino Superior e Investigação Científica, Mamadú Badji, afirmou que a educação é a principal ferramenta para transformar a Guiné-Bissau numa nação forte.
Garantiu ainda que será feita uma distribuição faseada das carteiras às escolas mais necessitadas.
Questionado sobre as reivindicações dos professores contratados, que exigem o pagamento de salários em atraso, afirmou que o Governo já liquidou dois meses de salários.
“Já iniciámos os pagamentos e estes vão continuar de forma progressiva. A prioridade do Governo é saldar todas as dívidas e assegurar um ensino de qualidade na Guiné-Bissau”, assegurou.
Por: Natcha Mário M’bundé
















