RENAJ defende combate à segregação social e reforça inclusão juvenil no país

O presidente da Rede Nacional das Associações Juvenis (RENAJ), Abulai Djaura, afirmou que a organização mantém-se firme na luta contra a discriminação, a segregação social e na promoção da inclusão social no país.

Abulai Djaura falava durante o ato de lançamento oficial da vigésima edição da Escola Nacional de Voluntariado, evento que culminou com a tomada de posse da nova coordenação.

Na ocasião, destacou que a RENAJ tem desenvolvido ações voltadas à promoção e defesa dos interesses da juventude, contribuindo para a transformação social, económica e política da sociedade guineense.

“A RENAJ lutou e continua a lutar contra qualquer forma de discriminação e vai intensificar os esforços para promover a inclusão social”, reforçou.

Segundo o responsável, essa luta permitirá construir uma sociedade mais igualitária e justa, capaz de oferecer oportunidades a todos, independentemente da sua origem ou condição.

O líder juvenil assegurou ainda que a organização continuará firme no seu propósito, sublinhando que “se a RENAJ existe, é porque há problemas a resolver”.

Djaura destacou que o papel da juventude é fundamental na resolução dos desafios do país, salientando que “não se pode contribuir para resolver problemas sem marcar presença ativa”.

“Temos de estar presentes, trabalhar e lutar diariamente para alcançar resultados palpáveis para o desenvolvimento da Guiné-Bissau. É nessa luta que seremos aplaudidos e criticados”, afirmou.

Para Abulai Djaura, o mais importante é manter o foco, a determinação e o compromisso com o desenvolvimento nacional.

O presidente da RENAJ explicou que a Escola Nacional de Voluntariado, criada em 2006, visa promover a formação integral da juventude em diversas áreas. Acrescentou que o projeto, agora na sua vigésima edição, já formou mais de sete mil jovens.

Djaura manifestou a convicção de que muitos desses jovens estão atualmente inseridos no mercado de trabalho, realçando que a capacitação juvenil sempre foi uma das prioridades da organização desde a sua criação, em 2000.

O dirigente desafiou ainda o Ministério da Educação Nacional, Ensino Superior e Investigação Científica a continuar a apoiar o processo, destacando a importância da educação não formal na formação da juventude.

Por sua vez, a diretora-geral de Alfabetização e Educação Não Formal, Mami Lionildo Faie, afirmou que o desenvolvimento da Guiné-Bissau depende do investimento na educação e capacitação dos jovens.

Segundo explicou, a formação não se limita ao espaço da sala de aula, sendo a educação não formal um instrumento essencial, desenvolvido em diversos contextos e modalidades.

“Vamos continuar a trabalhar juntos para afirmar que a juventude guineense tem potencial e constitui a força do desenvolvimento do país”, declarou.

Mami Lionildo Faie acrescentou que investir na juventude é garantir progressos significativos para o país e comprometeu-se a acompanhar as atividades desenvolvidas no terreno.

“Podem contar com a Direção-Geral em tudo o que for necessário. Estaremos presentes para apoiar e validar os certificados emitidos no âmbito das formações”, assegurou.

Por: Natcha Mário M’bundé

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