A ministra das Pescas e Economia Marítima, Virgínia Pires Correia, afirmou, esta quinta-feira, 11 de junho de 2026, que as sardinellas constituem um recurso de elevada importância para a segurança alimentar e nutricional das populações da Guiné-Bissau e da sub-região.
A governante destacou que, além de abundarem na ecorregião, são relativamente menos caras e acessíveis às camadas da população em situação de vulnerabilidade.
Virgínia Pires Correia falava na cerimónia de abertura do ateliê para a validação do Plano de Gestão das Sardinellas na Guiné-Bissau.
No seu discurso, sublinhou que o Governo está a desenvolver várias atividades, nomeadamente a elaboração do relatório de referência sobre as pescarias de Iaiboi e Djafal no país; a avaliação do sistema de gestão das pescarias, através da ferramenta de monitorização da implementação da abordagem ecossistémica das pescas; a realização de um ateliê nacional para validação do referido relatório; e a condução de inquéritos e recolha de dados socioeconómicos junto de diferentes intervenientes da cadeia de valor da pesca.
A governante afirmou ainda que os principais objetivos consistem em promover a gestão sustentável da pesca de sardinella na Guiné-Bissau e fortalecer os sistemas de gestão das pescarias que exploram os stocks partilhados destas espécies.
Virgínia Pires Correia acrescentou que o plano permitirá também a disponibilização de uma base de referência científica, socioeconómica e institucional sobre as pescarias de sardinellas no país.
Por seu lado, o representante da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) na Guiné-Bissau, Mohamed Hama Garba, considerou que o encontro de Bissau constitui uma etapa decisiva, por não se tratar apenas da validação de um documento técnico, mas também da construção de um consenso nacional em torno de uma visão comum para o futuro das pescarias de sardinellas.
O responsável alertou que o sucesso do plano dependerá, acima de tudo, da sua apropriação por parte de todos os intervenientes e da capacidade de mobilizar os financiamentos necessários à sua implementação efetiva, transformando as recomendações em ações concretas no terreno.
Reafirmou, por fim, o compromisso da FAO em continuar a prestar apoio técnico e financeiro ao Governo da Guiné-Bissau, para que o plano de ordenamento se torne um verdadeiro instrumento de mudança ao serviço das gerações futuras.
Por: Aguinaldo Ampa

















