O Coletivo de Dirigentes, Jogadores, Amantes e Amigos do Futebol Nacional alertou, esta quinta-feira, 11 de junho de 2026, para o risco de interrupção das competições nacionais, alegadamente devido à falta de recursos financeiros na Federação de Futebol da Guiné-Bissau (FFGB).
Em conferência de imprensa, o grupo afirmou que a FFGB recebeu, em março, 600 mil dólares da FIFA, referentes a direitos de imagem. No entanto, denunciou que membros do Comité Executivo e de outros órgãos federativos continuam sem receber os salários relativos ao mês de maio.
O porta-voz do coletivo, Saibana Baldé, questionou a gestão financeira da federação e manifestou preocupação com a eventual paralisação das provas nacionais por insuficiência de verbas.
O coletivo criticou ainda a utilização de recursos da FFGB para a limpeza do terreno de Nhacra, alegando que a intervenção foi realizada na véspera da época das chuvas, sem que as obras previstas tenham sido iniciadas.
Segundo os denunciantes, os trabalhos foram financiados com receitas provenientes dos direitos de imagem da participação da seleção nacional nas eliminatórias do Campeonato do Mundo de 2026.
Durante a conferência, o grupo questionou igualmente a aprovação do orçamento da época desportiva 2025/2026, quando a sua execução já decorre há vários meses, e recordou que os prémios relativos ao campeonato da época passada continuam por liquidar.
O coletivo pediu esclarecimentos sobre a situação financeira da federação e questionou o papel da Comissão de Ética e Governança da FFGB perante as sucessivas polémicas que envolvem a instituição.
Os dirigentes defenderam ainda que o Ministério Público dê continuidade às investigações relacionadas com o processo que envolve o presidente da FFGB, Carlos Alberto Mendes Teixeira, e o vice-presidente, Celestino Gonçalves, ambos sujeitos a medidas de coação no âmbito de um caso de alegados desvios de fundos e falsificação de documentos.
O coletivo afirmou que a iniciativa é apartidária e reiterou que continuará a acompanhar a gestão do futebol nacional.
Por Tiago Seide


















