China e África celebram 70 anos de cooperação com foco no futuro partilhado

A cidade de Pequim acolheu, esta quarta-feira, 17 de junho de 2026, um seminário dedicado ao 70.º aniversário das relações diplomáticas sino-africanas e sino-árabes, sob o lema “Construir juntos uma comunidade com um futuro partilhado”.

O encontro reuniu dezenas de diplomatas de países africanos, incluindo o Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário da Guiné-Bissau na República Popular da China, António Serifo Embaló, bem como embaixadores de países árabes e académicos chineses, africanos e árabes. Os participantes refletiram sobre as sete décadas de relações diplomáticas entre a China e África, bem como entre a China e os países árabes.

Realizado no Clube Internacional de Conferências, em Pequim, o evento estruturou-se em dois momentos: a cerimónia oficial de abertura, presidida pelo Vice-Ministro dos Negócios Estrangeiros da China, Miao Deyu, e uma segunda parte dedicada às intervenções de investigadores e académicos africanos e árabes, incluindo participações por videoconferência.

A cooperação diplomática entre a China e as nações africanas e árabes ganhou impulso com a histórica Conferência de Bandung, em 1955, sendo posteriormente consolidada a partir de 1956, com o estabelecimento formal de relações diplomáticas.

Atualmente, a China afirma-se como o maior parceiro comercial e um dos principais investidores diretos no continente africano. Esta posição é reforçada por iniciativas como a isenção de tarifas aduaneiras, que permite aos países africanos com relações diplomáticas com Pequim exportar os seus produtos para o mercado chinês em condições mais favoráveis.

“China e África caminham juntas com resultados palpáveis”, diz Embaixador da Guiné-Bissau

O embaixador da Guiné-Bissau na China, António Serifo Embaló, afirmou, em entrevista ao jornal O Democrata, que a cooperação sino-africana tem sido um vetor fundamental de desenvolvimento para muitos países do continente.

Recordando os 70 anos de relações diplomáticas agora celebrados, destacou o papel da Conferência de Bandung, onde os países não alinhados decidiram apoiar-se mutuamente na luta contra o colonialismo, contando com um contributo significativo da China.

“A partir dessa conferência, na década de 1950, a China e a África decidiram caminhar juntas, alcançando resultados palpáveis e satisfatórios”, afirmou.

No caso da Guiné-Bissau, sublinhou, esses resultados são visíveis em áreas como infraestruturas, saúde, educação e outros setores estratégicos de cooperação.

O diplomata assegurou ainda que o Governo chinês continua empenhado em reforçar a cooperação com África e com os países árabes, no quadro da construção de um futuro comum.

Por fim, António Serifo Embaló destacou a necessidade de a Guiné-Bissau intensificar a implementação dos acordos de cooperação assinados com a China, com vista a maximizar os benefícios para o desenvolvimento nacional.

Por: Assana Sambú, Pequim

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