Governo diz que quer transformar potencial jovem em oportunidades concretas

A Ministra da Função Pública, Trabalho e Segurança Social, Assucênia Donate de Barros, afirmou que investir na juventude não é uma despesa, mas sim um investimento público com elevado retorno para qualquer nação.

“Cada jovem qualificado representa uma administração pública mais eficiente; cada jovem empreendedor representa mais riqueza, mais inovação e mais emprego; e cada jovem integrado representa mais estabilidade social, mais esperança e mais desenvolvimento”, afirmou.

Assucênia Donate de Barros fez estas declarações esta quarta-feira, 1 de julho de 2026, durante a Conferência Internacional da Juventude, promovida pelo Ministério da Juventude, Cultura e Desportos, sob o tema Empreendedorismo, Formação Profissional e Desenvolvimento Sustentável.

Segundo a ministra, a conferência traduz uma nova forma de governar, baseada na articulação entre instituições, na valorização da juventude e na construção de soluções coletivas para os grandes desafios nacionais.

A governante destacou ainda que o facto de o evento decorrer no Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social não é um mero detalhe logístico, mas sim um sinal político claro de que o futuro da juventude está ligado às políticas de emprego, qualificação profissional, trabalho digno e proteção social.

Assucênia Donate de Barros sublinhou que o Governo da Guiné-Bissau tem uma convicção firme de que o seu maior recurso estratégico não está nos recursos naturais, mas sim na juventude.

“Este potencial não pode continuar apenas a ser celebrado em discursos. Deve transformar-se em oportunidades concretas”, advertiu, acrescentando que os jovens precisam de oportunidades para estudar, adquirir competências, empreender, trabalhar com dignidade e participar plenamente na construção do país.

A ministra frisou que o governo está empenhado na modernização das políticas públicas de emprego, no fortalecimento da formação profissional, na adequação das competências dos jovens às necessidades do mercado de trabalho e na expansão da proteção social, para que nenhum jovem fique para trás.

“Vivemos num mundo em constante transformação, com novas tecnologias e exigências. A Guiné-Bissau não pode ser mera espectadora, deve preparar os seus jovens para liderarem essa mudança”, alertou.

Neste contexto, destacou o apoio do FNUAP, da UNESCO e de outros parceiros internacionais, que continuam a colaborar com a Guiné-Bissau no fortalecimento do capital humano.

A governante apontou ainda como desafio garantir que a conferência produza resultados concretos, indo além de recomendações, através da criação de compromissos, reforço de parcerias e desenvolvimento de políticas públicas mais eficazes.

“A Guiné-Bissau não se desenvolverá apenas com infraestruturas, mas sobretudo com cidadãos qualificados, instituições fortes e uma juventude preparada para liderar as transformações necessárias”, reforçou.

Por sua vez, o secretário-geral do Ministério da Juventude, Cultura e Desportos, Juvenal Coelho, destacou que os jovens devem saber aproveitar as oportunidades criadas pelo governo e pelos parceiros internacionais.

“O Estado não poderá empregar todos, mas existem alternativas, como o autoemprego e o empreendedorismo. Queremos incentivar os jovens a desenvolverem ideias e contribuir para o desenvolvimento do país”, afirmou.

Por: Natcha Mário M’bundé

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