O Movimento Revolucionário Pó de Terra classificou hoje a prisão preventiva de Domingos Simões Pereira como um “sequestro político brutal” e exigiu a libertação imediata e incondicional do presidente do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC).
Em comunicado consultado por O Democrata, o movimento afirma que o país não está perante um ato de justiça nem de aplicação do Direito, mas sim diante de um “sequestro político” executado “sob as ordens diretas de um regime ditatorial”.
O Pó de Terra considera que a prisão preventiva, decretada pelo juiz Mamadu Embaló, constitui um ato “mascarado” que “rasga a Constituição da República” e “enterra os últimos vestígios do Estado de Direito”.
O movimento critica ainda o facto de um líder político civil ter sido conduzido a uma instância militar, o que considera ser uma demonstração de que as instituições foram “vandalizadas e privatizadas por uma associação criminosa”.
Segundo a organização, “o veredito já estava assinado nos corredores do palácio presidencial muito antes de qualquer farsa processual começar”.
O comunicado acusa o regime de governar pelo medo, pelo suborno e pelas armas, recorrendo à “violência institucional” por ser incapaz de vencer no debate de ideias, na via democrática e através do voto popular.
O processo é descrito pelo movimento como uma perseguição política “nua e crua” e parte de um “plano macabro” destinado à aniquilação política de uma liderança e à submissão do povo guineense.
O Movimento Pó de Terra apelou à sociedade civil, às forças vivas da nação e à comunidade internacional, afirmando que tolerar este alegado ultraje significa consentir com a destruição definitiva da soberania nacional.
No comunicado, sustenta ainda que “os golpistas” estão a hipotecar o presente, a comprometer o futuro do país e a transformar a Guiné-Bissau “num feudo de impunidade, miséria e terror”.
Por fim, o movimento declarou que a Guiné-Bissau não pertence aos “assaltantes que hoje ocupam ilegalmente as cadeiras do poder”.
A organização exigiu a libertação imediata de Domingos Simões Pereira e o “fim imediato de todas as farsas processuais em curso”.
Por Tiago Seide

















