O Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV) apelou este domingo, 12 de julho de 2026, à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), à Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), às Nações Unidas e à restante comunidade internacional para que intervenham com urgência na proteção de Domingos Simões Pereira e garantam a sua libertação imediata.
Num comunicado consultado por O Democrata, o PAICV condena a alegada “detenção arbitrária” de Domingos Simões Pereira, presidente do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) e presidente da Assembleia Nacional Popular da Guiné-Bissau.
O partido cabo-verdiano exige o fim de todas as formas de perseguição política no país, sustentando que, desde o golpe de Estado de 26 de novembro de 2025, a ordem constitucional foi interrompida na Guiné-Bissau.
Segundo o comunicado, o funcionamento das instituições democráticas foi paralisado e a divulgação dos resultados das eleições de 23 de novembro terá sido impedida.
O PAICV considera que a privação da liberdade de Domingos Simões Pereira constitui uma grave violação dos princípios democráticos, dos direitos fundamentais e dos valores que unem os povos africanos e os Estados-membros da CPLP.
O partido pede à comunidade internacional que desenvolva todos os esforços necessários para assegurar a libertação imediata do líder do PAIGC, bem como para garantir a proteção da sua vida e da sua integridade física.
No documento, o PAICV defende ainda que a democracia, a liberdade e o respeito pela vontade popular devem prevalecer na Guiné-Bissau.
Por Tiago Seide


















Por que razão esse partido não muda de país? Fala-se muito na comunidade internacional e querem uma intervenção militar na Guiné-Bissau como aconteceu com o ditador Nino Vieira que pediu auxílio ao Senegal em 1998?
Deixem de brincadeiras e convoquem um congresso para a escolha de uma nova liderança ou ficarão nesse impasse até o ladrão e criminoso ser liberto?