Sindicato acusa direção interina da CCIAS de nepotismo e má gestão

O vice-presidente da Mesa da Assembleia Geral do Sindicato dos Funcionários da Câmara de Comércio, Indústria, Agricultura e Serviços (CCIAS), Mamadu Saliu Djaló, apelou à direção da instituição para melhorar a sua gestão e criar condições para um funcionamento mais eficaz da organização.

O apelo foi feito esta quarta-feira, 29 de julho de 2026, durante uma conferência de imprensa convocada para reagir às declarações do presidente interino da CCIAS. Segundo este responsável, o sindicato teria apresentado um pedido de desculpas à direção interina após a conferência de imprensa realizada em 26 de junho de 2026.

Na ocasião, os representantes sindicais afirmaram que o objetivo do encontro com os jornalistas era esclarecer a opinião pública nacional e internacional sobre essas declarações. Os trabalhadores rejeitam categoricamente a alegação de que tenham pedido desculpas à direção da instituição.

O sindicato recordou que, na conferência de junho, denunciou a existência de 21 meses de salários em atraso, a suspensão de subsídios anteriormente atribuídos aos trabalhadores e o não pagamento das contribuições para a Segurança Social.

Durante a conferência, Mamadu Saliu Djaló denunciou ainda que alguns funcionários terão sido alvo de ameaças após as denúncias públicas feitas pelo sindicato.

“O secretário-geral da Câmara de Comércio, Indústria, Agricultura e Serviços continua a intimidar os trabalhadores”, afirmou.

O dirigente sindical acusou igualmente o secretário-geral da CCIAS de ter permitido a inclusão de pessoas alheias à instituição tanto nos serviços da Câmara como na folha salarial.

“O secretário-geral da Câmara de Comércio, Indústria, Agricultura e Serviços tem conhecimento dessas irregularidades, porque foi ele quem forçou essas entradas”, denunciou.

Por sua vez, o presidente da Mesa da Assembleia Geral do Sindicato de Base da CCIAS, Suleimane Camará, desafiou o presidente interino da instituição, Bacar Baldé, a apresentar provas do alegado pedido de desculpas feito pelo sindicato.

Segundo Camará, em nenhum momento a organização sindical pediu desculpas à direção da Câmara.

O sindicato acusou ainda o presidente interino da CCIAS de má gestão da instituição. De acordo com Suleimane Camará, o filho do dirigente terá assumido, ainda durante a primeira semana de estágio, funções acumuladas de contabilista, tesoureiro e responsável financeiro da Câmara.

O sindicalista denunciou também que um sobrinho do presidente interino foi nomeado para gerir o parque de Bafatá, sem que existam documentos que comprovem o seu vínculo como funcionário da CCIAS.

Perante estas alegações, Suleimane Camará exigiu que o presidente interino apresente os comprovativos da reunião do Conselho Diretivo que terá aprovado as nomeações do seu filho e do seu sobrinho para os respetivos cargos.

Por: Carolina Djeme

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