Figura da semana: JOVEM LINGUISTA GUINEENSE ESTREIA-SE COM OBRA QUE CRUZA POESIA E INTERVENÇÃO SOCIAL

O jovem escritor e linguista guineense Orálio Mendes Katchunkuró lançou a sua primeira obra literária, intitulada “Eu, os Fragmentos e Alentos”, no Anfiteatro 8 da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa.

De acordo com a chancela LON Edições, a obra poética, escrita entre a Guiné-Bissau e Portugal, reúne algumas das inquietações centrais de uma nova geração de escritores guineenses: a memória da independência, a fragilidade das instituições do país, a experiência da imigração e a procura de novos sentidos para a palavra e para a ação coletiva.

“Ao longo da obra, o autor convoca referências históricas, culturais e políticas da Guiné-Bissau para refletir sobre um país marcado por sucessivas crises, mas também por uma permanente capacidade de resistência. A escrita critica a banalização do discurso político e alerta para as transformações sociais, numa intensidade poética ora irónica, ora revolucionária”, lê-se na página da editora.

Em entrevista à Rádio Sol Mansi, o autor encorajou os jovens a interessarem-se pela política, sublinhando que esta influencia grande parte das decisões que moldam a vida dos cidadãos e as oportunidades de cada geração.

Biografia

Orálio Mendes Katchunkuró nasceu em Tame, setor de Canchungo, a 24 de setembro de 1998. É licenciado em Linguística e frequenta atualmente o Doutoramento em Ciências da Linguagem na Universidade do Porto, em Portugal.

Iniciou a sua atividade literária em 2018, em Bissau, como membro do movimento Plumpi. Tem poemas publicados em revistas literárias, plataformas digitais e coletâneas poéticas, entre as quais EscritAfricando 21 e EscritAfricando 22. Entre 2020 e 2021, colaborou regularmente com a Rádio TV Bantaba, onde publicou crónicas e poemas.

Por: Epifânia Mendonça

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