Horta destaca importância do voto dos jovens para o futuro da Guiné-Bissau

O Presidente de Transição, General Horta Inta-a, apelou aos eleitores guineenses, em particular à juventude, para que participem massivamente no referendo, alertando os jovens para não permitirem que o seu futuro seja adiado mais uma vez.

“Apelo aos cidadãos guineenses e, sobretudo, aos jovens, para que saiam de casa e votem massivamente. Este processo não é uma questão de partidos, mas sim uma questão da Guiné-Bissau, que estamos a decidir através deste referendo”, afirmou o Chefe de Estado aos jornalistas, após votar na mesa de voto n.º 02, do distrito eleitoral n.º 51, círculo eleitoral n.º 25, no bairro de Empatcha, em Bissau.

O Presidente Horta compareceu acompanhado pela Primeira-Dama, por membros do seu gabinete, pela presidente da Comissão Nacional de Eleições (CNE), Carmem Isaura Tavares Batista Lobo, e pelo vice-presidente do Conselho Nacional de Transição (CNT), Fodé Caramba Sanhá.

Ao todo, 914.428 eleitores guineenses começaram, na manhã deste domingo, a votar sobre a adoção da nova Constituição da República, aprovada pelas autoridades de transição através do Conselho Nacional de Transição.

O processo eleitoral, organizado pela Comissão Nacional de Eleições, decorre por sufrágio universal, direto, secreto e pessoal em todo o território nacional, através de 3.562 mesas de voto distribuídas por 2.036 secções eleitorais. A maioria das assembleias de voto abriu às 07h00 e permanecerá em funcionamento até às 17h00.

O Presidente de Transição explicou que o referendo visa, essencialmente, pôr fim aos constantes conflitos políticos e bloqueios institucionais registados no Parlamento, permitindo que os futuros governos completem os respetivos mandatos.

“O futuro dos jovens está a ser adiado por um grupo de pessoas. Estão a dizer-vos para ficarem em casa e recusarem votar. Apelo a todos os guineenses para que saiam e votem, para que ninguém diga que a sua voz não conta, porque todos nós estamos envolvidos neste processo. Digo sempre que ninguém virá de fora para desenvolver esta terra; somos nós que temos de desenvolver este país”, afirmou.

Horta Inta-a referiu ainda que existem especulações de que o referendo estaria a ser realizado para permitir o regresso de Umaro Sissoco Embaló ao país. No entanto, salientou que Sissoco Embaló é cidadão guineense, tal como Braima Camará e Domingos Simões Pereira, pelo que todos têm o direito de regressar e viver na Guiné-Bissau.

“Cumpri o meu dever de cidadão ao votar. Apelo a todos para que saiam em massa e participem neste referendo”, concluiu.

Por: Assana Sambú / Jacimira Segunda Sia

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *