Ilídio Vieira Té defende revisão constitucional para evitar crises institucionais

O primeiro-ministro, Ilídio Vieira Té, afirmou neste domingo, 30 de agosto de 2026, que a Constituição da República da Guiné-Bissau sempre constituiu um fator de conflito entre os diferentes órgãos de soberania. Por essa razão, segundo explicou, o Conselho Nacional de Transição e o Governo decidiram proceder a alterações com o objetivo de minimizar os conflitos existentes entre as instituições do Estado.

O chefe do Governo assegurou que qualquer resultado que sair das urnas será respeitado, porque, segundo afirmou, “em democracia, é a maioria que decide”.

Ilídio Vieira Té falava aos jornalistas após exercer o seu direito de voto no Círculo Eleitoral 09, setor 01, distrito eleitoral 51, mesa da Assembleia de Voto 01, em Biombo.

O primeiro-ministro sublinhou que, enquanto cidadão guineense, participou no referendo exercendo o seu dever cívico, votando pela opção “Sim” ou “Não”. Nesse sentido, apelou aos cidadãos eleitores para que também exerçam o seu direito de voto.

“Algumas pessoas podem não estar satisfeitas com o processo, mas devem participar, votando ‘Sim’ ou ‘Não’. Enquanto democratas, não devem apelar à população para boicotar o referendo. Isso não é bom, sobretudo para aqueles que se autodenominam democratas”, criticou.

Segundo o chefe do Governo, a Guiné-Bissau precisa da contribuição de todos os seus filhos nas mais diversas áreas de atuação.

“A Guiné-Bissau precisa de todos os seus filhos em diferentes áreas, cada um com as suas competências, complementando-se mutuamente para desenvolver o país, que é um desejo de toda a população. A Guiné-Bissau precisa de paz e diálogo. Os seus filhos precisam trabalhar de mãos dadas e não arrastar o país para o lamaçal. Todos devem saber que ninguém virá de fora para desenvolver a Guiné-Bissau. Por isso, é preciso sentar à mesa, planear e defender um único objetivo rumo ao desenvolvimento”, sublinhou.

O chefe do Executivo de Transição recordou ainda que o pai da nacionalidade guineense, Amílcar Lopes Cabral, havia traçado dois objetivos: o Programa Mínimo, que consistia na libertação do país, e o Programa Maior, voltado para o desenvolvimento nacional.

“A Guiné-Bissau precisa de todos os seus quadros e filhos. Apelo a todos os guineenses para que se abracem e não criem ódio nem intrigas, porque o povo guineense está cansado de problemas”, afirmou.

Ilídio Vieira Té declarou ainda estar “cem por cento confiante” na aprovação da nova Constituição da República.

Por: Aguinaldo Ampa

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