Apelos ao boicote e chuva marcam jornada do referendo nacional

A chuva registada em várias regiões do país na manhã deste domingo, os apelos ao boicote promovidos por líderes da oposição e a reduzida afluência às urnas marcaram o referendo nacional realizado este domingo, 30 de agosto de 2026.

As urnas abriram às 07h00 para permitir a votação de cerca de 914 mil eleitores, distribuídos por 3.562 mesas de voto em todo o território nacional. Contudo, desde as primeiras horas da manhã, foi notória a baixa participação dos cidadãos no processo eleitoral.

O Presidente da Transição, General Horta, reconheceu a fraca afluência às urnas e apelou à população, particularmente aos jovens, para exercer o seu direito de voto, sublinhando a importância do referendo para o futuro do país, uma vez que estava em causa a aprovação da nova Constituição da República.

Apesar do apelo do Chefe de Estado, a adesão dos eleitores continuou reduzida ao longo do dia. Algumas opiniões atribuem esta situação à chuva que caiu sobre Bissau e outras regiões do país.

Paralelamente, nas redes sociais, figuras ligadas à oposição apelaram aos cidadãos para permanecerem em casa e não participarem na votação.

A reportagem do Jornal O Democrata constatou, em diversos locais de votação, um cenário de fraca movimentação de eleitores. Em vários casos, as mesas de voto permaneceram praticamente vazias durante grande parte do dia e, mesmo próximo da hora de encerramento das urnas, os eleitores chegavam em número reduzido.

Por sua vez, as autoridades nacionais incentivaram a população a participar no referendo, mas, segundo observou a nossa reportagem, a mobilização dos eleitores manteve-se abaixo das expectativas até ao fecho das urnas.

Na sua primeira comunicação do dia, a Comissão Nacional de Eleições (CNE) destacou o ambiente de tranquilidade que caracterizou o processo de votação desde a abertura das urnas, sem registo de incidentes. A instituição informou ainda que todas as mesas de voto receberam os materiais necessários e que o processo decorria com normalidade.

Apesar da fraca afluência observada em várias zonas do país, a CNE anunciou, no balanço preliminar do dia, uma taxa de participação na ordem dos 55 por cento.

O secretário executivo da CNE, Idriça Djaló, destacou igualmente a elevada participação registada na zona leste do país, particularmente nas regiões de Bafatá e Gabú, bem como em Oio e Cacheu, no norte da Guiné-Bissau.

Por: Assana Sambú

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