Presidente do Conselho de Jurisdição abandona o PRS

O presidente do Conselho Nacional de Jurisdição do Partido da Renovação Social (PRS), Ilídio Vieira Tê, renunciou à militância no partido e ao cargo que ocupava na estrutura partidária.

“Na qualidade de militante e presidente do Conselho Nacional de Jurisdição, venho, por meio desta, apresentar a minha renúncia irrevogável e imediata à militância e ao exercício de qualquer responsabilidade partidária vinculada ao PRS”, lê-se na carta dirigida a Félix B. Nandunguê, líder de uma das alas do partido, com entrada registada nos serviços do PRS a 31 de agosto de 2026.

Na missiva consultada por O Democrata, Ilídio Vieira Tê afirma que tomou a decisão “de forma firme, consciente e definitiva”, após “muitos anos de dedicação ao partido”.

“Procurei cumprir, com lealdade, seriedade e sentido de responsabilidade, os compromissos assumidos ao longo da minha trajetória”, escreve.

O agora ex-presidente do Conselho Nacional de Jurisdição destaca ainda que foram “anos de entrega, de participação ativa e de contribuição institucional”, período que diz guardar “com respeito”.

Contudo, considera que chegou o momento de encerrar este ciclo, preservando a coerência com as suas convicções pessoais e a dignidade que sempre procurou manter na vida política.

Por isso, solicita à direção do PRS que sejam adotadas, “com a devida urgência”, as providências necessárias para o registo formal da sua renúncia e para a atualização de todos os vínculos, funções e responsabilidades que exercia no partido.

Além de Ilídio Vieira Tê, também apresentaram renúncia à militância no PRS o presidente da Juventude do partido, Ufé Vieira, e o membro do Conselho Nacional, Abulai Dafé.

A estas saídas junta-se a renúncia do militante e deputado eleito na lista do Partido dos Trabalhadores Guineenses (PTG), liderado por Botche Candé, Ba Seco Cassamá.

As demissões ocorrem numa altura em que vários setores políticos falam da eventual criação de uma nova formação política, denominada “Partido Popular Guineense”, alegadamente liderada pelo atual primeiro-ministro de transição, Ilídio Vieira Tê.

Por Tiago Seide

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *