O coordenador-geral da Comissão FESTOMBALI, António Patrocínio Barbosa, afirmou este sábado, 5 de setembro de 2026, em Catió, que a cultura “não é apenas tocar e dançar”, mas também engloba a forma de vestir, os chapéus, o calçado e os modos de cumprimentar.
As declarações foram feitas durante a cerimónia oficial de lançamento do FESTOMBALI, que decorrerá nos dias 26, 27, 28 e 29 de novembro de 2026, na região de Tombali, concretamente na cidade de Catió.
O evento contou com a presença da Direção-Geral da Cultura, de representantes do poder tradicional, bem como de filhos e amigos de Tombali. Para este domingo, 6 de setembro, está igualmente prevista a comemoração do Dia de Catió.
Segundo António Patrocínio Barbosa, o FESTOMBALI irá integrar todos os setores que compõem a região de Tombali.
O coordenador-geral apelou ainda à mobilização e colaboração dos filhos da região, defendendo que Tombali deve afirmar-se como uma das capitais da cultura na Guiné-Bissau.
“Nos eixos de Sabores e Saberes, queremos criar um mercado para a comercialização dos nossos produtos tradicionais, permitindo que os visitantes conheçam o que de melhor temos na região”, afirmou.
António Patrocínio Barbosa acrescentou que a organização não permitirá que a juventude seja arrastada para caminhos incertos.
Segundo o responsável, os jovens devem desenvolver um novo olhar sobre Catió e sobre o potencial de desenvolvimento da região.
Por sua vez, o diretor-geral da Cultura, Armando Correia, alertou para a perda de identidade cultural, que atribuiu à insuficiente promoção de encontros e manifestações culturais.
“O nosso compromisso é transmitir tudo aquilo que sabemos sobre a cultura. Podem contar comigo. Queremos caminhar ao lado de todas as pessoas que trabalham pelo avanço da cultura”, declarou.
Por fim, o governador da região de Tombali, Djalilo Darame, afirmou que o objetivo é transformar o FESTOMBALI numa marca capaz de projetar o nome de Tombali além-fronteiras e gerar benefícios para as famílias da região.
O governador apelou ao povo de Tombali para manter a cabeça erguida, sublinhando que a diversidade constitui a principal força da região e que a cultura representa o seu futuro.
“Aqui está o Balanta com a sua força na terra e no djambadon. Aqui está o Nalu com a sua sabedoria nos rios e mangais. Aqui está o Sussu com a sua dinâmica no comércio. Aqui está o Bijagó com a sua ligação sagrada ao mar e às ilhas. Aqui está o Manjaco com a sua resistência no trabalho. Aqui está o Fula com a sua tradição na pastorícia e na música. Aqui está o Mandinga com a história viva dos griots. Aqui está o Tanda com a alegria na dança. Tombali é assim: muitas etnias, um só coração. Esta é a nossa maior riqueza: a biodiversidade cultural e étnica”, afirmou.
Por: Natcha Mário M’Bundé


















