O Governador da Região de Tombali, Djalilo Darame, defendeu, este domingo, 6 de setembro de 2026, a união entre os habitantes da região como condição fundamental para impulsionar o desenvolvimento local.
A declaração foi feita durante as celebrações do Dia da Cidade de Catió, realizadas sob o lema “Catió – 95 anos: honrar o passado, trabalhar o presente e garantir um futuro melhor”.
As comemorações tiveram início com uma marcha para o hasteamento da bandeira, que partiu de Coduco e terminou no Comité de Estado de Catió. O programa incluiu ainda um debate sobre a situação atual e as perspetivas de desenvolvimento da cidade.
Na ocasião, Djalilo Darame destacou a importância histórica do Setor de Como, sublinhando a sua ligação à luta de libertação nacional e defendendo a preservação da sua memória histórica.
Segundo o governador, apesar da condição insular do Setor de Como, a população daquela zona merece maior atenção por parte das autoridades.
O responsável regional alertou igualmente para a irregularidade das chuvas registada este ano em Tombali, situação que, segundo afirmou, poderá comprometer a produção agrícola.

“Os viveiros estão a morrer nas bolanhas. Não há condições para continuar o cultivo devido à irregularidade das chuvas”, afirmou.
Questionado sobre a segurança alimentar, Djalilo Darame reconheceu que Tombali continua a produzir quantidades significativas de arroz, mas defendeu a diversificação agrícola como estratégia para reduzir os impactos da escassez de chuvas.
Entre as culturas alternativas, apontou o feijão, a mandioca e a batata.
Por sua vez, o coordenador da Comissão Organizadora do Dia da Cidade de Catió, Valdumar Mário Gomes, afirmou que os filhos da cidade estão dispostos a assumir um papel mais ativo na promoção do desenvolvimento local.
“Percebemos que a nossa cidade atravessava uma situação muito preocupante. Hoje, temos força para promover mudanças e construir uma Catió próspera, com jovens dinâmicos e comprometidos com o seu desenvolvimento”, afirmou.
Valdumar Mário Gomes revelou ainda que, no ano passado, a organização conseguiu formar 52 jovens e contribuir para a sua inserção no mercado de trabalho.
Para o próximo ano, anunciou a intenção de vedar o campo de Catió e criar um espaço destinado à construção de um centro multifuncional para a juventude, equipado com salas de conferências e de formação.
O responsável destacou também a necessidade de reforçar a transformação local dos produtos agrícolas, tendo em conta a elevada produção de frutas na região e as perdas registadas durante os períodos de comercialização.
“Temos uma meta que esperamos alcançar até dezembro. Queremos promover formação em técnicas de transformação e conservação de frutas, como forma de evitar a sua deterioração”, explicou.
Por: Natcha Mário M’Bundé


















