O coordenador do Coletivo dos Professores Contratados, Mateus Cá, anunciou esta quarta-feira, 16 de setembro de 2026, que o primeiro-ministro de transição, Ilídio Vieira Té, prometeu que o Executivo irá efetivar, na função pública, os 4.803 professores contratados.
“É uma informação muito importante para o coletivo dos docentes. O compromisso do primeiro-ministro demonstra que é possível fazer algo por nós e pelo país”, afirmou Mateus Cá, após a reunião mantida com Ilídio Vieira Té.
O representante dos professores disse esperar que a medida do Governo não se limite apenas à efetivação dos docentes, uma vez que “o setor da educação enfrenta várias necessidades”.
Mateus Cá informou ainda que, durante o encontro, o Executivo garantiu o pagamento de dois dos quatro meses de salários em atraso.
“Somos professores contratados há seis anos e a nossa principal reivindicação tem sido o pagamento da dívida salarial e, consequentemente, a mudança da modalidade de contratação. Depois de um longo período de reivindicações, recebemos hoje o convite do primeiro-ministro e reunimo-nos com os ministros da Educação Nacional, da Saúde Pública e da Função Pública, bem como com o secretário de Estado do Orçamento. O que ouvimos do chefe do Governo transmite-nos alguma esperança”, sublinhou.
Questionado por O Democrata sobre o regresso dos professores contratados às salas de aula após a promessa do Governo de pagar dois meses dos salários em atraso, Mateus Cá afirmou que a classe acredita no compromisso assumido pelo Executivo.
“Vamos, sim, regressar às salas de aula para dar início ao ano letivo, aberto no passado dia 14, enquanto aguardamos a efetivação e o pagamento dos dois meses anunciados”, assegurou.
Por sua vez, a diretora clínica do Hospital Nacional Simão Mendes, Luísa Oliveira Sanca Nhaga, anunciou a efetivação de 301 técnicos de saúde que trabalham há vários anos naquela unidade hospitalar em regime de estágio.
“Para nós, trata-se de um marco histórico para o Sistema Nacional de Saúde”, enfatizou.
A responsável acrescentou que a integração destes profissionais nos quadros do Hospital Nacional Simão Mendes permitirá reforçar o compromisso, a motivação e a qualidade do trabalho prestado.
Nesse sentido, lembrou que o Hospital Nacional Simão Mendes recebe casos complexos provenientes de diferentes regiões da Guiné-Bissau, o que exige recursos humanos estáveis e qualificados.
Por: Aguinaldo Ampa


















