77º aniversário da China: Embaixador destaca progresso económico e liderança tecnológica da República Popular

O embaixador da República Popular da China na Guiné-Bissau, Yang Renhuo, afirmou, na quarta-feira, 30 de setembro de 2026, que, ao longo dos últimos 77 anos, a China tem demonstrado a sua responsabilidade enquanto grande potência mundial, alcançando progressos notáveis no desenvolvimento económico e assumindo a liderança em áreas estratégicas da inovação tecnológica, incluindo a inteligência artificial.

Yang Renhuo fez estas declarações durante a cerimónia comemorativa do 77.º aniversário da fundação da República Popular da China, assinalado a 1 de outubro. O evento decorreu nas instalações da Embaixada da China, em Bissau, e contou com a presença de membros do Governo, chefias militares guineenses e representantes do corpo diplomático.

A República Popular da China foi proclamada em 1 de outubro de 1949, após a vitória do Partido Comunista Chinês (PCC) sobre as forças nacionalistas na Guerra Civil Chinesa.

No seu discurso, o embaixador destacou que o Partido Comunista Chinês conduziu o povo chinês à vitória na Revolução da Nova Democracia, fundou a República Popular da China, estabeleceu o sistema socialista básico e promoveu uma profunda transformação nacional, permitindo a passagem de uma sociedade feudal para uma democracia popular e inaugurando uma nova etapa da história do país.

O diplomata recordou que, aquando da fundação da República Popular da China, o país era pobre e economicamente fragilizado, com um Produto Interno Bruto (PIB) per capita inferior a 200 dólares.

“Hoje, a China tornou-se a segunda maior economia do mundo, com um PIB per capita superior a 13 mil dólares. Durante muitos anos, a contribuição chinesa para o crescimento económico global manteve-se em torno de 30%, fazendo da China o principal motor da economia mundial”, afirmou.

Yang Renhuo sublinhou ainda que a China está na vanguarda da inovação tecnológica e que grandes modelos de inteligência artificial, como o DeepSeek, o Doubao e o Kimi, contribuíram para reduzir significativamente as barreiras de acesso e os custos associados à utilização da inteligência artificial em todo o mundo.

“O mercado de consumo chinês é vasto, a base industrial é sólida, as infraestruturas são modernas, os recursos humanos qualificados são abundantes e o sistema de cadeias industriais e de abastecimento é completo”, acrescentou.

O embaixador assegurou que permanecem inalteradas as bases que sustentam o crescimento da economia chinesa e a sua tendência de desenvolvimento positivo a longo prazo. Segundo referiu, no primeiro semestre de 2026, a economia chinesa registou um crescimento de 4,7%, mantendo-se alinhada com as metas estabelecidas e destacando-se entre as principais economias mundiais.

Yang Renhuo salientou igualmente que, ao longo dos últimos 77 anos, a China alcançou progressos históricos na melhoria das condições de vida da população. Segundo afirmou, o Partido Comunista Chinês tem mantido como prioridade a concretização das aspirações do povo por uma vida melhor.

Em representação do Governo da Guiné-Bissau, o ministro da Justiça e dos Direitos Humanos, João Bernardo Vieira, afirmou que a celebração não assinala apenas o nascimento de uma República, mas também “a afirmação de uma nação que, através do trabalho e da disciplina, se tornou um exemplo de desenvolvimento, estabilidade e solidariedade internacional”.

O governante destacou que a Guiné-Bissau tem beneficiado de uma cooperação sólida com a China, refletida em diversas infraestruturas consideradas emblemáticas, entre as quais o Estádio Nacional 24 de Setembro, o edifício da Assembleia Nacional Popular, o Palácio do Governo e várias unidades hospitalares que prestam serviços à população guineense.

“A nossa cooperação assenta em instrumentos formais que reforçam a confiança bilateral, incluindo o Acordo Geral de Cooperação Económica e Técnica, os acordos de assistência militar e de apoio às Forças de Defesa e Segurança, os protocolos de formação e capacitação técnica de funcionários públicos, os acordos no setor da saúde, incluindo as missões médicas chinesas, os projetos agrícolas conjuntos com enfoque na produção de arroz e tecnologias de irrigação, bem como o enquadramento no Fórum de Cooperação China-África (FOCAC) e na Iniciativa Faixa e Rota, que ampliam as oportunidades de desenvolvimento”, declarou.

João Bernardo Vieira destacou ainda o acordo de isenção de vistos para titulares de passaportes diplomáticos, de serviço e especiais como mais um instrumento de fortalecimento das relações entre os dois países.

Por: Assana Sambú e Aguinaldo Ampa

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