Nova direção da AOGB aposta na educação olímpica e na formação da juventude

A vice-presidente do Conselho Diretivo da Academia Olímpica da Guiné-Bissau (AOGB), Rosália Djedjo, anunciou este sábado, 3 de outubro de 2026, que a instituição pretende levar o olimpismo às escolas, universidades e centros de formação do país, através de um programa que prevê a realização de pelo menos quatro ações de sensibilização por ano.

Segundo explicou ao jornal O Democrata, a iniciativa integra a estratégia da academia para promover os valores olímpicos junto da juventude e da comunidade académica.

“Na defesa e promoção dos valores olímpicos, levaremos o olimpismo às escolas, às universidades e aos centros de formação, com um mínimo de quatro ações de sensibilização por ano. Lançaremos um programa radiofónico, com pelo menos dez emissões anuais, e realizaremos o Fórum Nacional da Academia Olímpica da Guiné-Bissau, um espaço de debate sobre o papel do olimpismo na formação de uma consciência pacifista, humanitária e cultural”, afirmou.

Rosália Djedjo falava durante a cerimónia de tomada de posse dos órgãos sociais da AOGB, liderados por Tiago José Oncorés, realizada na sede do Comité Olímpico da Guiné-Bissau (COGB), em Bissau.

Na assembleia eletiva realizada em agosto, Oncorés viu o seu mandato renovado por mais quatro anos, permanecendo à frente da instituição no período de 2026 a 2030.

A responsável assegurou que a direção reeleita pretende reforçar a participação da academia em sessões e congressos internacionais, bem como incentivar a investigação sobre o olimpismo. Acrescentou ainda que será lançada uma estratégia de comunicação digital durante os primeiros doze meses do novo mandato.

No domínio da governação e da transparência, Djedjo afirmou que o Conselho Diretivo concluirá a atualização dos documentos internos nos primeiros quinze meses, incluindo a aprovação de um plano de sucessão destinado a garantir a continuidade institucional.

“Quem renova um mandato deve ser avaliado por ele”, sublinhou.

Relativamente à juventude e à inclusão, a dirigente garantiu que os jovens estarão no centro da ação da academia, através de medidas destinadas a fortalecer o sentido de pertença dos associados, incluindo a emissão de cartões para todos os membros com situação regularizada.

“O olimpismo ensina que a excelência se constrói com esforço, que a amizade e o respeito são a base de qualquer competição digna e que a dignidade humana está acima de qualquer resultado. São estes os valores que nos orientam e é em nome deles que iniciamos, com humildade e determinação, o mandato 2026-2030”, declarou.

COGB promete apoio à nova direção

Na sua intervenção, o presidente do Comité Olímpico da Guiné-Bissau, Fernando Arlete, recordou que a Academia Olímpica tem a missão de servir como referência pedagógica e cultural do movimento desportivo nacional.

“Aos novos membros do Conselho Diretivo, agora legitimados pelo voto, cabe a tarefa de transformar as diretrizes deste processo em realidades tangíveis: difundir o olimpismo, promover a excelência, o respeito e a amizade, e capacitar a nossa juventude através da educação desportiva”, afirmou.

Fernando Arlete garantiu igualmente que o COGB continuará a apoiar a academia, assegurando uma cooperação institucional permanente, acompanhada de exigência e rigor na gestão.

A cerimónia foi presidida pelo diretor-geral dos Desportos, Mário M’bana, e ficou marcada pela ausência do presidente da AOGB, Tiago José Oncorés, que, segundo apurou O Democrata, se encontra fora do país.

Criada em fevereiro de 2001, a Academia Olímpica da Guiné-Bissau tem como missão promover e divulgar os princípios do olimpismo, bem como apoiar a formação de técnicos, dirigentes desportivos e agentes ligados ao desenvolvimento do desporto nacional.

Por Alison Cabral

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