O diretor do Serviço de Saúde Sexual e Reprodutiva, Elísio Baldé Ferreira, afirmou que um dos principais desafios do Governo é tornar o parto cada vez mais humanizado e reduzir as mortes maternas evitáveis no país.
As declarações foram feitas esta segunda-feira, 12 de outubro de 2026, durante a cerimónia oficial de entrega de kits e equipamentos destinados às delegacias regionais de saúde.
Na ocasião, Elísio Baldé Ferreira destacou que a Guiné-Bissau continua entre os países da sub-região com elevadas taxas de mortalidade materna. Contudo, sublinhou os esforços desenvolvidos diariamente pelos profissionais de saúde para salvar vidas, salientando que estes necessitam de condições e materiais adequados para desempenhar o seu trabalho.
“O objetivo do Ministério da Saúde Pública é reduzir as taxas de mortalidade materna e infantil. Os kits de parto e de cesariana são fundamentais para garantir uma assistência segura às mulheres durante o trabalho de parto”, afirmou.
O responsável assegurou ainda que os materiais recebidos serão distribuídos às estruturas de saúde beneficiárias, permitindo que mais mulheres tenham acesso à assistência médica necessária e contribuindo para a melhoria das condições de vida da população.
Por sua vez, o representante do Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA), Etiandro Lopes, entidade responsável pelo acompanhamento e avaliação da utilização dos kits e equipamentos, revelou que foram entregues 23 kits de parto e 9 kits de cesariana, suficientes para assegurar assistência obstétrica durante os próximos seis meses.
“Esta iniciativa faz parte dos esforços do UNFPA para reduzir a mortalidade materna e infantil. Atualmente, registamos indicadores preocupantes de mortalidade materna, o que exige um trabalho contínuo de todas as instituições envolvidas para alcançar as metas estabelecidas até 2030”, declarou.
Etiandro Lopes manifestou confiança de que os equipamentos doados reforçarão a capacidade de resposta dos serviços de saúde, contribuindo para a proteção da saúde das mulheres e das crianças e garantindo que cada grávida tenha acesso a um parto mais seguro na Guiné-Bissau.
Por: Natcha Mário M’Bundé


















