O primeiro-ministro, Ilídio Vieira Té, reconheceu esta terça-feira, 3 de novembro de 2026, em Bissau, que a dívida pública da Guiné-Bissau atingiu 76,9% do PIB e que a pressão fiscal de 9,1% continua insuficiente para responder às necessidades de financiamento do Estado.
Durante uma conferência de imprensa conjunta com o Fundo Monetário Internacional (FMI), o chefe do Governo defendeu maior disciplina financeira, modernização da administração fiscal e aduaneira, transparência na gestão pública e mobilização de financiamentos concessionais.
Vieira Té afirmou que o rigor orçamental não deve comprometer os serviços essenciais nem os investimentos prioritários. Destacou ainda que o PIB deverá crescer 5,2% em 2026 e 5,8% em 2027, enquanto o défice orçamental, incluindo donativos, deverá recuar de 7% em 2025 para 4,2% em 2026 e 2,8% em 2027.
A missão do FMI encontra-se no país para concluir a última revisão do Programa Económico e Financeiro iniciado em 2023 e negociar um novo acordo.

Por sua vez, o chefe da missão do FMI, Niko Hobdari, destacou que a inflação caiu para 0,7% e considerou que o programa ajudou a lançar bases para o desenvolvimento, com impacto em infraestruturas e no setor energético. O responsável recomendou igualmente o reforço da arrecadação fiscal e do setor financeiro.
Por: Aguinaldo Ampa
















