A Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH) saudou a libertação de militares detidos há mais de um ano por alegada participação numa tentativa de golpe de Estado.
Numa nota publicada na sua página oficial no Facebook e consultada por O Democrata, a organização reconheceu os esforços das autoridades de transição, mas apelou à libertação dos restantes detidos relacionados com o mesmo processo, nomeadamente Tcherno Bari (Tcherninho), Braima Baldé, Malam Djassi, Ibraima Conté e Abulai Queita.
Segundo a LGDH, os cinco permanecem privados de liberdade há mais de um ano sem que tenha sido instaurado um processo judicial.
A organização solicitou igualmente ao Tribunal Superior Militar que esclareça a situação de Victor Tchongo, Ramalhano Mendes e Lamine Camará, bem como que torne público o acórdão que alegadamente determinou a libertação dos três em sede de recurso.
Caso a existência dessa decisão seja confirmada, a Liga defende o seu imediato cumprimento.
Por outro lado, a LGDH exige a identificação e responsabilização dos autores das alegadas execuções sumárias de Vigário Luís Balanta e Mamadu Tano Bari.
Para a organização, a libertação de todos os cidadãos alegadamente detidos de forma arbitrária constitui um passo fundamental para o apaziguamento social, o reforço da confiança nas instituições e o cumprimento das obrigações internacionais do Estado em matéria de direitos humanos.
Por Tiago Seide
















