RENARC e INIPO analisam resultados de projeto de gestão sustentável da sardinella

A investigadora do Instituto Nacional de Investigação das Pescas e Oceanografia (INIPO), Cadidjatu Djaló, defendeu esta quarta-feira, 4 de novembro de 2026, a plena implementação do Plano de Gestão das Pescas de Sardinella, aprovado há mais de um ano, como forma de garantir a preservação dos recursos haliêuticos.

A responsável falava na abertura do seminário de capitalização das lições aprendidas para apoiar a execução do plano, uma iniciativa que decorre durante dois dias em Bissau.

Segundo Cadidjatu Djaló, o encontro visa identificar os principais constrangimentos enfrentados pelo projeto e reforçar o compromisso dos parceiros na gestão sustentável dos recursos pesqueiros.

O projeto é financiado pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), através do Programa EAF-Nansen, em parceria com a Rede Nacional das Rádios Comunitárias (RENARC) e o INIPO.

O seminário pretende avaliar os resultados alcançados, destacar boas práticas e refletir sobre formas de fortalecer a comunicação e a participação dos diferentes intervenientes na implementação do Plano de Gestão das Pescas de Sardinella.

“Como instituto, continuaremos disponíveis para colaborar na implementação deste plano, que visa proteger um recurso fundamental para o país”, afirmou a investigadora.

Por sua vez, o presidente da RENARC, Demba Sanhá, explicou que a organização participou no projeto através de ações de comunicação e sensibilização das comunidades locais.

Segundo o responsável, o seminário permitirá analisar as atividades desenvolvidas ao longo dos últimos 18 meses e formular recomendações dirigidas ao INIPO e à FAO.

O encontro reúne parceiros, delegados regionais, pescadores, líderes comunitários e mulheres vendedoras de pescado, com o objetivo de avaliar os resultados alcançados e discutir os próximos passos para a implementação do plano.

Demba Sanhá defendeu ainda uma maior divulgação do Plano de Gestão das Pescas de Sardinella, para garantir o seu conhecimento pelas comunidades e facilitar o acompanhamento das recomendações resultantes do processo.

Por: Natcha Mário M’Bundé

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *