O Ministério dos Recursos Naturais respondeu esta quinta-feira, 5 de novembro de 2026, às críticas da Associação dos Consumidores de Bens e Serviços (ACOBES) sobre os preços da eletricidade, esclarecendo que a Organização para a Valorização do Rio Gâmbia (OMVG) não é responsável pelas tarifas praticadas na Guiné-Bissau.
A reação surge depois de o secretário-geral da ACOBES, Bambo Sanhá, ter considerado “preocupante” o atual custo da energia elétrica, defendendo que não existem razões para manter as tarifas nos níveis atuais.
Num comunicado consultado por O Democrata, o ministério explica que a OMVG tem como principal missão assegurar a interligação elétrica regional, não sendo responsável pela produção, comercialização ou fixação de preços da energia consumida no país.
Segundo a nota, a eletricidade distribuída na Guiné-Bissau é produzida pela barragem hidroelétrica de Kaleta, na Guiné-Conacri, e vendida pela empresa Electricidade da Guiné (EDG) à Empresa de Água e Eletricidade da Guiné-Bissau (EAGB).
O Governo sublinha que o preço pago pela EAGB à fornecedora guineense não corresponde à tarifa final aplicada aos consumidores, uma vez que esta resulta de vários fatores e mecanismos de definição tarifária a nível nacional.
Para o Ministério dos Recursos Naturais, responsabilizar a OMVG pelos custos da eletricidade demonstra uma interpretação incorreta das atribuições daquela organização regional.
O Executivo apela, por isso, a uma abordagem mais rigorosa do tema e recomenda que a ACOBES consulte previamente as entidades competentes antes de fazer declarações públicas sobre o setor energético.
A troca de posições ocorre numa altura em que o custo da eletricidade continua a suscitar debate público, com consumidores e organizações da sociedade civil a defenderem uma redução das tarifas para aliviar os encargos das famílias e estimular a atividade económica.
Por: Tiago Seide
















