A Guiné-Bissau perspectiva, em colaboração com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), atingir quinhentos mil (500 000) toneladas de arroz [base da dieta alimentar dos guineenses] até 2025.
O objetivo traçado pelo Governo guineense com apoio dessa Organização motivou a realização nesta segunda-feira, 18 de Abril 2016, de um ateliê de apresentação e validação técnica da Estratégia Nacional para a Auto-suficiência em Arroz, do qual participou diferentes sensibilidades da área agrícola do país e os técnicos de FAO.
O documento apresentado por presidente do Instituto Nacional da Pesquisa Agrária (INPA), Simão Gomes, foi debatido e validade com emendas pelos participantes.
No final do ateliê, os técnicos recomendaram: “a criação de um Banco de Crédito Agrícola, gestão racional de espaço de cultivo, mecanização da agricultura, aposta na mão de obra jovem como forma de evitar êxodo rural, eliminação das taxas no escoamento do arroz, reforço da capacidade dos técnicos e dos agricultores, criação de escola agrícola, incentivo aos jovens para formarem-se na área agrícola, criação de condições para investimento privado na produção de arroz, construção de infraestruturas rodoviárias e a criação de embalagens”.
Segundo os técnicos do INPA, atualmente, um agricultor guineense tem a capacidade de alimentar apenas a sua família durante dois ou três meses ao contrário da realidade agrícola dos outros países da sub-região.
De acordo com os dados disponíveis que os técnicos mencionaram, a Guiné-Bissau importa anualmente 150 mil toneladas de arroz, estimando que cada guineense consome 130 quilograma de arroz por ano.
O Assistente da Representante da FAO para os Programas em Bissau, Rui Jorge Fonseca disse que a sua organização continuará a apoiar o país na dinamização da produção do arroz.
“A meta é atingir 500 mil toneladas de arroz na produção até 2025, para que a Guiné-Bissau deixa de importar o arroz de outros países. Portanto, o documento foi discutido e enriquecido pelos quadros nacionais e pelos atores que trabalham no setor agrícola. Faltando ser submetido ao governo para as futuras disposições a serem tomadas”, notou Rui Fonseca.
Por: Sene Camará





















