Em comunicado, o representante das Nações Unidas no país, José Ramos-Horta, rejeitou esta terça-feira, a ideia de que o tráfico de droga seja a principal preocupação na Guiné-Bissau, tal como na segunda-feira foi dito pela Interpol em Bissau.
Para o representante da ONU, “África tem de deixar de ser o bode expiatório para os produtores e traficantes de droga da América Latina e os seus habituais cúmplices na Europa”.
Na nota, Ramos-Horta considera que problemas mais graves “são a pilhagem das florestas e dos mares, a má gestão dos recursos nacionais, a extrema pobreza e a corrupção”.
Ramos-Horta lamenta que ao longo de mais de um ano nunca tenha havido resposta aos apelos que fez para uma “mobilização imediata de recursos visando a capacitação aérea e marítima para pôr cobro ao tráfico de droga e à pesca ilegal no país”.
Na segunda-feira, durante uma visita a Bissau, Ronald Noble, secretário-geral da Interpol Organização Internacional de Polícia Criminal, referiu que o “tráfico de droga” continua a ser a principal preocupação do ponto de vista do crime organizado no país.
Na mesma visita, Saidi Djinnit, representante das Nações Unidas para a África Ocidental, concordou com a ideia e realçou até que nos últimos anos a África Ocidental passou a ser também “uma zona de consumo e produção” de droga.
Por: Filomeno Sambú





















