Ministro da Educação Nacional: “NÃO É POSSÍVEL CRIAR CONDIÇÕES NO SETOR EDUCATIVO SE O SISTEMA ESTÁ PERMANENTEMENTE PARADO”

O ministro da Educação Nacional e Ensino Superior, Dautarin Costa, advertiu na quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020, que não é possível criar “excelentes condições” no setor educativo quando o sistema está permanentemente parado. Defendeu que é preciso produzir resultados e escolas com qualidade para que o Estado possa oferecer melhores condições aos professores.

Dautarin Costa falava, no Centro Formação Técnico-Profissional, durante a entrega de um edifício reabilitado à Agência Belga do Desenvolvimento, que trabalhará com quatro escolas técnicas do país. Dautarin Costa lembrou no seu discurso que o executivo tinha três aspetos que os sindicatos de professores estavam a reclamar, incluindo a aplicação na íntegra da carreira docente. De acordo com o governante, duas dessas reivindicações já terão sido resolvidas e garantiu que executivo continuará a trabalhar para atender a todas as reivindicações apresentadas.

O responsável da pasta da educação nacional informou que as negociações com os sindicatos da classe continuarão e sugeriu que as escolas públicas funcionassem enquanto decorrem os encontros com os professores. Para Dautarin Costa, a dignificação da carreira docente é um compromisso sério, porque “o governo está interessado em melhorar as condições de vida e de trabalho dos professores”.

Dautarin Costa reafirmou que apesar das paralisações, 81 por cento das escolas está a funcionar e sustentou que o trabalho da instituição que dirige baseia-se em métodos científicos, dados quantitativos, meios de verificação e fontes de recolha.

“Neste momento já ultrapassamos essa percentagem. O número de escolas que estão a funcionar aumentou bastante. Temos evidências claras de que os professores estão a lecionar, as escolas estão abertas e que precisamos apenas da participação dos alunos, sobretudo os de Setor Autónimo de Bissau”, indicou

Nesta senda, referiu que o governo de Aristides Gomes tem um compromisso sério com ensino técnico profissional, “apesar do sistema educativo guineense deparar-se com vários problemas que devem ser resolvidos com a maior brevidade possível”. Defendeu, por isso, a criação de alternativas para os jovens a fim de criarem negócios próprio através do ensino técnico profissional escrito no programa do governo.

Por sua vez, a responsável da Agência Belga do Desenvolvimento, Agnès Ammeux, explicou que o projeto de apoio à formação técnico profissional com duração de quatro anos foi financiado pela União Europeia no valor de 7 milhões de euros. Segundo Agnès Ammeux, a iniciativa visa apoiar o governo da Guiné-Bissau a desenhar uma estrutura vocacionada em matéria de formação técnico-profissional.

Por: Aguinaldo Ampa

Foto: A.A    

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