Prevenção do Covid-19: ORGANIZAÇÕES JUVENIS EXORTAM GUINEENSES A CUMPRIREM AS MEDIDAS DE PREVENÇÃO

As duas organizações juvenis guineenses, Conselho Nacional da Juventude (CNJ) e a Rede Nacional da Juventude (RENAJ) exortaram os cidadãos nacionais e estrangeiros que vivem no país em particular os jovens a cumprirem com as  medidas prevenção adotadas pelas autoridades sobre a doença de coronavirus (covid-19), sobretudo abdicar de frequentar os locais de maior concentração. 

A propagação do covid-19 que ceifa milhares de vidas, na Guiné-Bissau já foram confirmados dois casos e dezenas de casos nos países vizinhos com os quais a Guiné-Bissau tem uma vasta linha fronteiriça.  

CNJ: “É PRECISO ACELERAR E AUMENTAR AS MEDIDAS DE PREVENÇÃO”

A presidente do Conselho Nacional de Juventude (CNJ), Aissatu Forbs Djaló, apelou à população guineense para reforçar as medidas preventivas recomendadas pelo Ministério de Saúde Pública ou Organização Mundial de Saúde (OMS) na luta contra o COVID-19 (Coronavírus), sobretudo numa altura em que já foram confirmados dois casos da doença no país.

Aissatu Forbs Djaló referiu que a única arma que os guineenses possuem neste momento é a prevenção rigorosa da doença e pediu a maior seriedade e para não acreditarem nos mitos que estão a ser veiculados no seio da população.

A ativista garantiu que o Conselho Nacional da juventude dividiu as suas atividades de prevenção em três eixos, através das redes sociais, partilha de mensagens oriundas das organizações credíveis como a Organização Mundial de Saúde e do Ministério da Saúde Pública e vídeos gravados em crioulo e línguas maternas. 

Quanto a atuação no terreno, a CNJ tem previsto no seu plano uma campanha de sensibilização porta a porta, as limpezas nas regiões e nos setores e a criação de um plano denominado “frente comum contra o covid-19”.

A líder juvenil exortou o governo para assumir a responsabilidade de garantir a realização de testes a cada indivíduo que chegar às instituições hospitalares como a forma de diminuir o pânico. 

Reconheceu que a Guiné-Bissau não está preparada para enfrentar a doença. Durante a entrevista, Aissatu Forbs Djaló explicou que apesar das autoridades estarem a tomar o engajamento sério ainda falta acelerar as medidas vigorosas de prevenção.

Realçou que as populações das regiões do país, sobretudo as que vivem nas zonas com maior abertura para interior do território devem engajar-se seriamente para impedir a entrada das pessoas nas fronteiras com os países vizinhos ou por vias clandestinas e denunciar os casos junto das autoridades que estão a controlar as principais fronteiras e redobrar as ações de vigilâncias nas fronteiriças.

RENAJ: “NOSSO SISTEMA SANITÁRIO É DÉBIL E SERÁ DESASTROSA SE A DOENÇA ENTRAR NO PAÍS”

O coordenador da Campanha de sensibilização do Covid-19 da Rede Nacional das Associações Juvenis (RENAJ), Ruminik Oliveira Sanca, alertou que o sistema sanitário guineense é débil e que seria desastrosa se a doença entrasse no país. Sublinhou que os guineenses não devem ignorar nenhum pormenor ou orientações dadas pelas autoridades sanitárias.

Sanca afirmou que neste momento uma das preocupações da rede é capacitar um número reduzido de jovens para serem portadores de mensagens de sensibilização para toda a comunidade guineense.

Explicou que a RENAJ visitou e deu orientações as suas organizações para se engajarem nas medidas preventivas. Contudo, esclareceu que a nível das regiões a rede não fez ainda nenhum contato, devido às dificuldades financeiras. Por isso apelou às populações regionais a procurem os centros de saúde mais próximos para se informarem da doença e começarem a observar as medidas de prevenção.

Oliveira Sanca pediu aos condutores de transportes públicos para usarem sempre os desinfetadores como método de prevenção. Condenou as desinformações à volta da doença e lembrou que todos devem redobrar os esforços para o seu combate.

“O Covid-19 é uma realidade e deve merecer a preocupação de todos, por isso os mitos a volta disso devem acabar e que todos devem seguir todas as recomendações dadas pelas autoridades sanitárias”, aconselhou.

Ruminik Sanca defendeu que o hospital nacional Simão Mendes não seja priorizado como um lugar para o isolamento das pessoas infectadas com a pandemia, mas sim um lugar especial para combater o Covid-19. Ruminik Sanca apelou por isso ao governo para reforçar as medidas de controlo nas fronteiriças, sobretudo nas zonas periféricas das regiões que fazem fronteiras com os países vizinhos.

Por: Djamila da Silva

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