A maior Central Sindical do país, União Nacional dos Trabalhadores da Guiné UNTG-CS deu esta quarta-feira cartão vermelho ao governo de transição que, brevemente deixa as rédeas do país.
Estevão Gomes Có, secretário-geral da maior organização sindical do país, sublinha em conferência de imprensa que, a UNTG decidiu atribuir cartão vermelho ao Governo porque não foi capaz de gerir o país e cumprir com a sua missão.
“Deu apenas provas mais do que evidente da sua incapacidade de gerir o país. Mostrou ao mundo que não tem compromisso com o povo trabalhador da Guine-Bissau, por isso espezinhou a sua força de produção do rendimento nacional, o trabalhador guineense”, notou este sindicalista.
Estevão Gomes Có referiu ainda que essa atitude do Governo foi tão simples, “que se lixe o trabalhador governado e, se enriquece rapidamente os elementos do Governo a custa do suor e sangue do trabalhador”. Todavia, lembra que ao longo do período em que esteve na governação, o Executivo de Transição apenas colocou os trabalhadores numa situação de miséria e de um ritmo acelerado de aumento de custo de vida deixando a maior parte dos funcionários públicos com cinco meses de salários em atraso.
“O Governo liderado por Rui Duarte Barros resolveu aplicar a “malícia” de não pagar pontualmente os servidores do Estado como inicialmente acontecia”, explica.
O sindicalista guineense lamenta igualmente o facto de o Governo ter procedido ao corte salarial dos trabalhadores e de ter recusado a cumprir com a sua obrigação de honrar o contrato de transporte do pessoal da função pública com a empresa STGB devido a falta de cumprimento de seis meses de prestação de serviço; facto que legou a empresa a suspender a carreira de transporte dos funcionários públicos, agravando mais a difícil situação dos trabalhadores.
Estevão Gomes Có assegurou na mesma ocasião que depois de contactos feitos pela UNTG junto da empresa STGB, ficou decidido que a carreira de transporte dos funcionários públicos seria retomada a partir de 12 junho de 2014.
A UNTG considera ainda por outro lado que o governo de transição assumiu um comportado irresponsável e infantil perante a greve geral decretada pelas duas centrais sindicais, UNTG-CS e Confederação geral dos sindicatos independentes de 16 a 20 de dezembro de 2013, quando disse à comissão negocial das duas organizações sindicais que “não tem máquinas para fabricar dinheiro que pudesse satisfazer as legítimas reivindicações dos trabalhadores”.
Por: Filomeno Sambú





















