COMEMORADO NO PAÍS DIA DOS FIÉIS DEFUNTOS

O ‘2 de Novembro’, dia dos fiéis defuntos, para a Igreja Católica não se trata de um feriado qualquer, mas de uma oportunidade de rezar pelos entes queridos que buscam a plenitude da vida diante da face de Deus.

Desde os primeiros séculos, os cristãos já visitavam os túmulos dos mártires para rezar por eles e por todos aqueles que um dia fizeram parte da comunidade primitiva. No século XIII, o dia dos fiéis defuntos passou a ser celebrado nesta data, já que no dia 1 de Novembro era comemorada a solenidade de todos os santos.

A Igreja Católica sempre celebra aquilo que provém de uma tradição, daquilo que é fruto de uma experiência de fé no seio da comunidade cristã. O repórter percorreu cemitério Municipal de Bissau, onde encontrou familiares, pais e amigos a rezarem nas campas dos seus entes queridos que partiram para o mundo da verdade.

Depois da missa solene na capela do Cemitério Municipal de Bissau, situada na Praça, o Bispo Auxiliar, Dom José Lampra Cá disse à imprensa que a data é liturgicamente consagrada para os fiéis defuntos, que significa que os sobreviventes com os mortos têm uma ligação denominado, comunhão espiritual.

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Lampra Cá sustenta ainda que esta ligação tem como fundamento, Deus, que através do baptismo, criou quase uma espécie de nova humanidade, mas sobretudo em pensar fazer algo do ponto de vista espiritual para os entes queridos que já não estão connosco.

“Dado que a oração é uma maneira de estar em sintonia com Deus, então liturgicamente nós acreditamos que rezando pelos nossos defuntos, sobretudo os que estão na fase de purificação, a nossa oração é capaz de atenuar aquilo que chamamos as penas temporais e meditando sobre a morte espiritual, torne-se como um convite de alerta para os homens que ainda vivem para fazerem opções pessoais e terem em conta a razão da nossa permanência neste mundo e procurarmos ter aspectos morais e espirituais”, exortou.

Bispo Auxiliar da Igreja Católica Guineense, explicou que se queremos antecipar positivamente a morte ou a felicidade, devemos ser fortes em cultivar bons hábitos e proscrever na nossa vida e dos outros os vícios e todos os males que no fundo, só servem para comprometer negativamente o nosso futuro promissor e a felicidade eterna.

 

 

Por: Aguinaldo Ampa
Foto: Marcelo N’canha Na Ritche

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