COP 22: IMPACTOS DAS MUDANÇAS CLIMÁTICAS AMEAÇAM AS ACTIVIDADES ECONÓMICAS NA GUINÉ-BISSAU

O Ministro dos Negócios Estrangeiros Cessante, Soares Sambú reconheceu, na Conferência das Partes (COP 22) das Nações Unidas, em Marraquexe, que sendo Guiné-Bissau um país integrante no grupo dos Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento (SIDS), o impacto das Alterações Climáticas ameaçam todas as formas de subsistências das principais actividades económicas desenvolvidas no nosso país.

Falando em representação do Presidente da República José Mário Vaz, que tal como os outros Chefes de Estados dos países africanos da língua portuguesa, não deslocara a cidade marroquina de Marraquexe, o homem que ainda dirige a diplomacia nacional lamentou perante aos Chefes de Estados e dos governo presentes na COP 22, que o facto do nosso país possuir uma zona costeira e um arquipélago situada em média de cinco metros abaixo do nível do mar lhe confere uma grande vulnerabilidade face aos efeitos das alterações climáticas.

O ainda Chefe da Diplomacia Nacional comunicou aos homólogos de José Mário Vaz que o nosso país sofre e de que maneira os efeitos adversos das mudanças climáticas em todos os sectores produtivos da vida económica e social. Soares Sambú reconheceu, por outro lado, na Cimeira dos Chefes de Estados e dos Governos na COP 22, na cidade marroquina de Marraquexe que o nosso país ainda dispõe de uma fraca capacidade técnica e financeira para fazer face aos impactos dos efeitos das mudanças climáticas que actualmente fustiga os sectores produtivos da nossa actividade económica e social.

Seja como for, o Ministro dos Negócios Estrangeiro do executivo cessante garantiu, aos homólogo de José Mário Vaz, que o governo da Guiné-Bissau também não está com os braços cruzados a olhar apenas pela forma como os impactos dos efeitos das mudanças climáticas atacam os nossos sectores produtivos. O representante de José Mário explicou aos Chefes de Estado e dos Governos que não obstante as dificuldades o executivo guineense elaborou um “Plano de Acção Nacional de Adaptação as Alterações Climáticas a médio e a longo prazo”.

Por outro lado, ainda de acordo com a sua intervenção na Cimeira dos Chefes de Estados e dos Governos, em Marraquexe, sustentou que o nosso país desenvolveu um enorme esforço suplementar no sentido de se tornar mais resiliente aos efeitos das alterações climáticas, estando previsto a alargamento da extensão do seu Sistema Nacional das Áreas Protegidas Terrestres e Marinhas dos actuais 15 por cento para mais de 26 por cento até 2020.

Ainda na visão ambientalista nacional que apresentou aos Chefes do Estados e dos Governos, Soares Sambú garantiu que o nosso governo está a preparar o “Road Map sobre REDP, enquanto contribuição para atenuação de gazes com efeito de estutafa; a integração da dimensão de Alterações Climáticas nos Documentos de políticas” e está também em curso a elaboração de políticas do Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável que deverá ser aplicadas em todas as actividades produtivas no território nacional.

Para o Ministro dos Negócios Estrangeiros cessante, a implementação destas políticas do Ambiente constitui um processo continuo, progressivo e interactivo que se deve basear nas prioridades identificadas a nível de todo o território nacional.

 

 

 

Por: António Nhaga, enviado especial de O Democrata em Marraquexe/Marrocos

 

 

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *