A direção-geral da Agricultura suspende construções em Pessube

O   Ministério de Agricultura através da sua direcção-geral decide suspender construção de casas na Granja de Pessube, em Bissau, sobretudo nas áreas definidas e delimitadas como zonas húmidas.
A decisão abrange ainda todas as construções e quaisquer outras atividades afins, incluindo o derrube das mangueiras, refere em nota de imprensa Júlio Malam Idjai, diretor-geral da Agricultura.
A medida, segundo a mesma nota, visa fazer cumprir o protocolo de acordo assinado a 30 de julho de 2010 entre o Ministro da Agricultura e o Ministro das Obras públicas.
O acordo perspetivava que o espaço considerado improdutivo (seco), fosse repartido aos trabalhadores da agricultura, mas o que se constatou depois foi que esta zona ficou escasso e a parte húmida foi invadida de imediato.
Em entrevista esta quinta-feira à uma Rádio privada da capital, Júlio Malam Indjai confirma a decisão como a forma de permitir que área funcione não só como pulmões da capital Bissau, mas também como zona reservada à produção agrícola.
O técnico da agricultura referiu ainda que antes da tomada da decisão sobre a medida, o espaço havia sido loteado aos funcionários da Agricultura e num dado momento estes começaram a derrubar as árvores ali existentes para construir as casas, o que vai contra a política do Ministério da Agricultura que, para estancar a situação, toma a decisão de suspender todas as obras de construções e quaisquer atividades afins, sobretudo o derrube de mangueiras.
Para Júlio Malam Indjai, a medida não vai contra ninguém. Neste sentido, aponta alternativas a serem aplicadas para resolver a situação de terrenos que haviam sido dados aos trabalhadores do Ministério da Agricultura através de uma nova área identificada em Gardete, a 8 quilómetros da capital Bissau.
“Administração é continuidade, portanto não estamos contra o protocolo de acordo, por isso vamos procurar as alternativas. O Ministério da Agricultura está a acionar mecanismos para no futuro solucionar a situação. Como sabem, neste momento identificamos uma zona chamada Gardete, uma localidade que fica próxima de Cumura e a 8 quilómetros de Bissau. É uma zona que interessa a todos. Nesta localidade já loteamos 130 talhões que foram destruídos a alguns funcionários da Agricultura e pensamos continuar com o processo a medida que os problemas vão surgindo”, explica.
O Democrata soube de fonte que há uma semana as mulheres horticultoras da bolanha de Pessube haviam reclamado sobre essa mesma situação o que terá levado a esta decisão.
Ora, sobre esse assunto, o diretor-geral chama atenção a essas mulheres no sentido de se conterem os ânimos.
Entretanto de acordo com a decisão da direção geral da Agricultura já foram criadas as condições objetivas de segurança, e quem não cumprir a medida, será responsável dos seus atos.
Por: Filomeno Sambú

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