O Movimento dos Cidadãos Conscientes e Inconformados (MCCI) exige ao Presidente da República, José Mário Vaz, a convocação de eleições legislativas e presidenciais ‘dentro do calendário previsto’, pedindo ainda ao Chefe de Estado que renuncie as suas funções e que dissolva a Assembleia Nacional Popular (ANP).
A posição do movimento foi transmitida ao jornal O Democrata pelo Porta-Voz do MCCI, Sumaila Djaló, após esta organização ter entregado uma ‘Carta Aberta na Presidência da República’, onde exige em primeiro lugar, a Dissolução da ANP.
Para o movimento, a marcação das eleições legislativas deve acontecer dentro do calendário previsto, e que sejam organizadas por um governo ‘credível e legal, sem nenhuma outra engenharia política estranha à legalidade democrática’, acrescenta o MCCI, na carta também distribuída à imprensa.
O movimento recomenda a José Mário Vaz a renunciar ao seu cargo e convocar eleições gerais antecipadas, devolvendo assim ao povo o direito de escolher os seus representantes, permitindo uma nova legitimidade popular e democrática dos poderes públicos, justificando a sua tese que acusa o Presidente da República de ser durante o seu mandato, ‘o principal foco de surgimento e manutenção da crise política, económica e social que afeta o país.
Na missiva, o MCCI acusa ainda o Chefe de Estado de ser ‘incapaz de promover a estabilidade governativa prometida e tão desejada’, lembrando que em três anos da magistratura de José Mário Vaz nasceram cinco (5) governos.
“Greves na administração pública; aumento da corrupção, falta de transparência na gestão dos recursos naturais, económicos e financeiros; falta de liberdade de imprensa, de manifestação e de circulação; perseguição e tentativa de humilhação dos adversários políticos e combatentes de liberdade da pátria; falta de respeito pelos acordos de firmados, enfim a progressiva instauração de um regime ditatorial”, são algumas das denúncias do Movimento Carta que já se encontra nas mãos do protocolo da presidência da República.
Os inconformados consideram que, se eventualmente José Mário Vaz optar apenas pela realização das eleições legislativas, e não gerais como exige o movimento, seria ‘muito mau para o Chefe de Estado’, acrescentando que Vaz ‘deve compreender que já esgotou a sua capacidade como pecador e como filho da Guiné-Bissau para ser Presidente da República.
“Nós como filhos da Guiné-Bissau, com a liberdade que temos e os direitos que a Constituição nos confere de livremente assumirmos os nossos direitos cívicos, continuaremos a exigir a sua saída da Presidência da República, porque somos nós que o colocamos lá. Não vamos tirá-lo a força, nem vamos obrigar a sua saída. Pedimos apenas que renuncie as funções que lhe conferimos, porque é o povo quem dá o poder ao Chefe de Estado, por isso, se o mesmo povo dizer que não o quer, então tem que colocar o lugar a disposição”, afirma Djaló.
Por: Sene Camará






















Adoro os jovens mais conscientes da realidade guineense. Respeito e muito a vossa vendi-se. Gostaria de poder sentar com cada um de vocês para apreender compreender a nossa realidade porque até hoje não consigo a luz da vossa luta. Seria mais fácil para me se o nome do grupo fosse MJPDSP (movimento juventude politizados pelo Domingos Simão Pereira) e que se diz consciente da realidade guineense, assim aceitarei melhor a vossa posição. Por cá em lisboa a quem diga que são grupos de jovens desocupados instrumentalizados para fazer a luta contra o Jomav porque foram prometidos ou sonham com estatutos na panorama politica guineense e eu cá vos chamo jovens na busca de um futuro emprego e futuro no mundo da politica paigseano. Boa sorte na vossa luta, até me juntava se realmente a minha luta não se chama-se Guiné-Bissau.
Acho importante referir que não defendo nem Jomav e nem o DSP, defendo o povo, mais oprimido nessa história. Segundo me contam, estes elementos são jovens maioritariamente da universidade de direito de Bissau, ou seja, são dos poucos com acesso a formação e julgo que devem saber que existe uma coisa que se chama maioria. Segundo o ultimo estudo que tive a sorte de ter acesso, estima que a população guineense ronda uns 1.7 milhões e acham que têm legitimidade em exigir demissão por serem cidadães com mais oportunidades e conseguiram frequentar a universidade logo são mais cidadães que outros filhos da Guiné? Acho que vos falta muita humildade intelectual ou a vendi-se é tanta que não conseguem enxergar a realidade.